26 de maio de 2024
Destaque 2

Imprensa internacional repercute morte de Maguito Vilela

Maguito Vilela estava internado na UTI do Albert Einstein, em São Paulo.
Maguito Vilela estava internado na UTI do Albert Einstein, em São Paulo.

A morte do prefeito licenciado de Goiânia, Maguito Vilela (MDB) teve repercussão em veículos de imprensa internacionais entre ontem (13/01) e hoje (14/01). Canais norte-americanos e europeus deram destaque ao falecimento do político.

A NBC dos Estados Unidos destacou que Vilela foi eleito de forma surpreendente já que estava sedado em um leito de UTI. O veículo destacou que sua eleição era um “exemplo do alcance da pandemia no Brasil”. A matéria ainda destacou a atuação de Maguito como ex-senador da República pelo “centrista Movimento Democrático Brasilerio”.

O Daily Mail, um jornal britânico destacou que Maguito Vilela assumiu a prefeitura no leito de UTI por conta das complicações do novo coronavírus. “Um político brasileiro que passou todo o seu mandato como prefeito em um hospital depois de pegar o COVID-19 no segundo turno morreu”, citava a publicação. A matéria mostrava que o político parecia se recuperar, contudo, destacou as complicações pulmonares que se acentuaram desde a última quinta-feira (07/01) para cá. A reportagem também lembrou que Maguito trabalhou como governador de Goiás e Senador da República.

Os planos de Maguito Vilela foram abreviados com a covid-19. Sequer sentou na sua cadeira de prefeito no Paço Municipal que agora será ocupada definitivamente por Rogério Cruz (Republicanos). O ex-governador havia recebido o diagnóstico com a contaminação do novo coronavírus no último dia 20 de outubro e logo no dia 22 deu encaminhamento à internação no Hospital Orión em Goiânia. Na época, a ideia era que o político fosse observado “por precaução”. No dia 27 de outubro, ele foi encaminhado para a UTI do Albert Einstein, em São Paulo e de não saiu mais do hospital.

No dia 2 de dezembro, os médicos constataram que Maguito não estava mais com a presença do vírus no organismo e três dias depois, os médicos decidiram retirar a ECMO do tratamento do então prefeito eleito. Era um indicativo animador para Vilela que duas semanas antes, havia apresentado um sangramento pulmonar e teve de ser submetido à uma cirurgia.

De lá para cá, Maguito alternou entre momentos de sedação. Entre doses leves e altas de sedativos, ele apresentava uma recuperação lenta e gradual em seu estado de saúde, mas desde o dia 8 de janeiro foi diagnosticado com uma infecção pulmonar com fungos e bactérias no pulmão, o que fez com que ele fosse submetido a altas dosagens de drogas vasoativas. Ele não resistiu ao tratamento. 


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Domingos Ketelbey

Jornalista e editor do Diário de Goiás. Escreve sobre tudo e também sobre mobilidade urbana, cultura e política. Apaixonado por jornalismo literário, cafés e conversas de botequim.