Após a derrota por 1 a 0 para o Goiás no clássico disputado neste domingo (01/02), no Estádio Hailé Pinheiro, pela 7ª Rodada do Campeonato Goiano, o vice-presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, reconheceu o merecimento do rival e admitiu que a atuação colorada ficou abaixo do que se espera em um clássico. O dirigente avaliou que, apesar do tropeço, não há motivo para terra arrasada neste início de temporada.
“Uma hora a gente ia perder. Eles estão comemorando bastante algo que fazia tempo que não comemoravam. Estão no direito deles, fizeram por merecer. Nós temos que trabalhar bastante, não adianta no final do jogo ficar nervoso. Pelo que se desenhou, o adversário mereceu”, afirmou Hugo Bravo, ao analisar o confronto decidido com gol do lateral Diego Caito ainda no primeiro tempo.
Mesmo com a derrota no clássico – a segunda do Vila Nova na competição, já que havia perdido anteriormente para o Atlético, o dirigente reforçou confiança no trabalho do técnico Umberto Louzer e ponderou que o momento do time na tabela não pode ser ignorado: “Nós confiamos no trabalho do treinador. Não vamos paralisar o trabalho por resultado em dois clássicos. Estamos em segundo lugar no campeonato. Não é porque perde que está tudo errado, nem porque ganha que está tudo certo”, ressaltou.
Hugo Jorge Bravo também detalhou as dificuldades enfrentadas pelo elenco, especialmente em relação às baixas médicas. Segundo ele, o clube assumiu riscos para montar a equipe diante do Goiás. “Tivemos baixas importantíssimas. Viemos com o Hayner sabendo do risco, o Enzo voltando de lesão, o Marquinhos Gabriel sentiu no final do jogo passado, o Urso ainda sem estar 100%. Outros atletas estão em fase final de transição como Pedro Romano e Janderson. Isso pesa, mas não serve como desculpa. Ficamos devendo para o nosso torcedor”, avaliou.
Questionado sobre a confusão após o apito final e as declarações do goleiro Tadeu, que afirmou que o Goiás “atropelou” o Vila Nova e classificou os rivais como maus perdedores, Hugo minimizou o episódio: “Eu entrei no campo apenas como observador, nem cheguei perto para separar. Em relação ao Tadeu, está no direito dele. Ele também é o que menos sabe perder, porque em outras vezes quem incitava era ele. Futebol se resolve lá dentro. Hoje eles mereceram vencer”, concluiu o dirigente, reforçando que o Vila Nova vai “lamber as feridas”, trabalhar e buscar evolução ao longo da temporada.
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