14 de outubro de 2026
Vila Nova Futebol Clube

Hugo Bravo compara receitas e expõe distância do Vila Nova para o Goiás na Série B

Hugo Jorge Bravo - Vila Nova (Foto - Roberto Corrêa)
Hugo Jorge Bravo - Vila Nova (Foto - Roberto Corrêa)

O vice-presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, fez algumas considerações sobre a realidade financeira dos clubes da do Campeonato Brasileiro. Em à Rádio BandNews, o dirigente destacou as dificuldades enfrentadas pelas equipes diante de um mercado inflacionado e receitas consideradas insuficientes.

Segundo Hugo Jorge Bravo, o cenário atual impõe um grande desafio de competitividade. “Todo debate cobra um orçamento de , né? Mas a realidade não é essa. Hoje, muitos clubes estão passando dificuldade e precisam se ajustar. O futebol é capitalista, quem investe mais acaba tendo vantagem, e isso pesa muito dentro da competição”, afirmou.

O dirigente utilizou o Esporte Clube como exemplo para ilustrar a diferença de investimento entre os clubes. “Nosso adversário hoje tem mais que o dobro do investimento que nós temos. Eu queria ter a oportunidade de trabalhar com 50% do orçamento deles, aí não teria que reclamar de falta de dinheiro, seria outra realidade”, destacou, evidenciando o abismo financeiro entre equipes da mesma competição.

Hugo Bravo também criticou a do mercado causada por clubes com maior poder financeiro. “Esses clubes que arrecadam mais acabam inflacionando o mercado. E nós, que buscamos uma gestão mais pé no chão, somos prejudicados, porque precisamos ir além do que podemos para tentar competir. O ideal seria que quem tem mais também ajudasse a equilibrar o cenário”, pontuou.

Outro ponto abordado foi a frustração com as receitas previstas, especialmente em relação a patrocínios e direitos de transmissão. “O nosso planejamento contava com valores maiores, mas isso não aconteceu. O dinheiro que entrou não atingiu nem 60% do que era esperado. A realidade é dura, e muitas vezes o torcedor não enxerga isso, cobra como se todos estivessem no mesmo nível”, explicou.

O dirigente também reforçou que o momento exige transparência e adaptação. “Não é choro, é a verdade. A gente precisa falar o que realmente está acontecendo. O torcedor vê o resultado, mas não vê o processo. Futebol muda rápido, e o importante é manter o trabalho e buscar evolução dentro das condições que temos”, concluiu.


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