14 de junho de 2024
Cidades

Homem é preso por engano pela segunda vez, em Goiânia, por erro da Justiça do Maranhão

O mecânico teve os documentos roubados usados por criminoso que morreu em 2016
Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Um homem foi preso por engano, pela segunda vez, nesta quinta-feira (23), no lugar de uma pessoa morta. Isso porque o mecânico André Bernardo Rufino Pereira teve os documentos roubados e utilizados pelo criminoso, antes de sua morte, no Maranhão.

Segundo informações do G1, os documentos de André foram roubados em um assalto, no ano de 2012. Na época, o mecânico chegou a registrar um boletim de ocorrências. Porém, sua identidade dele teria sido utilizada por Rômulo Sobral.

Em 2022, ele foi preso por 16 dias e, nesta quinta-feira (23), foi novamente detido, por sete horas, pelo mesmo crime que não cometeu. De acordo com reportagem do G1, durante uma prisão por tráfico de drogas, Rômulo teria apresentado o documento de André. O suspeito, no entanto, acabou fugindo da cadeia e um mandado de prisão foi expedido pela Justiça do Maranhão, com os dados do mecânico, que reside em Goiânia.

A segunda prisão, realizada por meio do mesmo mandato, ocorreu enquanto André estava no trabalho. “Ele já tinha ficado traumatizado na outra situação. Aparecia viatura aqui na frente e a gente já ficava afetado por causa do trauma e aí acontece de novo, nem sei como vai ficar a cabeça dele”, desabafou o chefe do mecânico, em entrevista à TV Anhanguera, com a afirmativa de que ele é uma pessoa trabalhadora, na qual considera como um filho.

O G1 informou que a 1ª Vara de Entorpecentes do Estado do Maranhão detalhou, em nota, que houve uma duplicidade no cadastro de André no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP). Segundo a Justiça maranhense, o Sistema Prisional de Aparecida de Goiânia sabia da duplicidade e entrou em contato para verificar a autenticidade e evitar a prisão indevida e que já havia um alvará de soltura em favor do André.

“Dessa vez a gente conseguiu demonstrar ao Tribunal de Justiça do Maranhão que esse mandado de prisão tinha sido cumprido outra vez e, segundo a servidora que me atendeu, ela reconheceu que estava em duplicidade”, informou a defesa de André.


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