22 de abril de 2024
Política

Henrique Meirelles foge de pergunta sobre ter Michel Temer como ministro, se eleito

Foto: Beto Barata/PR
Foto: Beto Barata/PR

O candidato do MDB à Presidência, Henrique Meirelles, disse nesta quarta-feira (5) que não pretende fazer nomeações antes da hora, ao ser questionado na sabatina promovida por Estadão e Faap, se levaria o presidente Michel Temer a um cargo de ministro, garantindo a ele foro privilegiado. 

“Não faço nomeações nem assumo cargo nenhum antes da hora. Não quero tomar nenhuma decisão sobre alguma coisa que não se aplica”, disse Meirelles, cujas intenções de voto na última pesquisa Datafolha apontam 1%.  

Apesar de se esquivar da pergunta, o candidato sinalizou um posicionamento mencionando que durante sua gestão no Banco Central não houve nenhum diretor que tivesse sofrido investigação e processo.  

“Esse é um dos meus critérios”, afirmou e depois completou que sua escolha é aquela “em que a justiça prevalece”.

Como de costume, o candidato do MDB também foi questionado sobre como passou tanto tempo, nos oito anos de gestão do Banco Central do governo Lula e depois no Ministério da Fazenda do governo Temer, sem conhecer os casos de corrupção posteriormente investigados.  

A isso respondeu que o Banco Central é independente. “Na minha área nunca houve problema e eu respondo por aquilo que tenho controle”, disse.

O candidato também foi instado por jornalistas a responder sobre sua participação no conselho da J&F, dos empresários Joesley e Wesley Batista, que no ano passado fecharam acordo de delação premiada com o Ministério Público.

Meirelles repetiu a justificativa que vem dando sempre que lhe é feita a mesma pergunta. Ele listou outras instituições pelas quais também passou em sua carreira e exaltou seu projeto de criação de um banco digital para o Banco Original, instituição financeira da holding J&F.

Durante a sabatina, ele criticou a política de armas do concorrente Jair Bolsonaro (PSL). Ilustrou com exemplos hipotéticos e usou a expressão “pregar bala”. 

“Imagine que duas pessoas na fila do ônibus tenham um desentendimento qualquer. Cada um com um revólver na cintura, isso aí vai dar tragédia”, simplificou. 

“Aí dizem que vai servir para matar o bandido, mas quem vai fazer o julgamento, a investigação? Eu posso olhar para a cara daquele camarada e dizer que ele é suspeito. Ou vice versa, pode olhar para mim e pensar isso também”, brincou Meirelles apontando uma pessoa na plateia. 

Para o candidato, atualmente, a polícia e o governo abdicam de sua função básica, que é garantir a segurança.  


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