21 de julho de 2026
Dança das cadeiras • atualizado em 26/02/2026 às 09:29

Haddad prepara saída do ministério: data depende de missão oficial nos EUA

O ministro da Fazenda deve se reunir com o presidente Lula nesta quinta (26) para definir o cronograma final de sua gestão
Desde o final de 2025, Haddad manifesta o desejo de deixar o comando da economia. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Desde o final de 2025, Haddad manifesta o desejo de deixar o comando da economia. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Após meses de especulação, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que o martelo sobre o dia exato de sua saída do cargo será batido em uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), prevista para esta quinta-feira (26). Em conversa com jornalistas na portaria do Ministério, o titular da economia explicou que o calendário está atrelado à comitiva presidencial que viajará aos Estados Unidos em março para um encontro com o presidente Donald Trump.

Haddad foi enfático ao detalhar a indecisão sobre os próximos dias.”Se eu for para os Estados Unidos, é uma data. Se eu não for, é uma outra data”, declarou o ministro. A previsão é que a viagem internacional de Lula ocorra entre os dias 15 e 20 de março.

Motivações e pressões políticas

O movimento de saída não é repentino. Desde o final de 2025, Haddad manifesta o desejo de deixar o comando da economia para se dedicar integralmente à coordenação da campanha de reeleição de Lula. Apesar de sua vontade pessoal de atuar nos bastidores, o ministro enfrenta uma forte pressão interna do Partido dos Trabalhadores (PT) para se lançar candidato ao governo de São Paulo ou ao Senado nas eleições deste ano.

Embora Haddad tenha resistido publicamente a essas candidaturas, fontes indicam que o próprio presidente Lula é um dos maiores entusiastas de seu nome na disputa eleitoral paulista.

A sucessão no Ministério

Com a saída iminente, os nomes para a sucessão já estão desenhados dentro do governo. O favorito para assumir a chefia da Fazenda é o atual secretário-executivo da pasta e braço direito de Haddad, Dario Durigan. Para recompor a equipe econômica, o plano é que Rogério Ceron, hoje secretário do Tesouro Nacional, passe a ocupar a vaga de “número dois” deixada por Durigan.

Antes de passar o bastão, Haddad pretende deixar concluídos projetos considerados prioritários, como os estudos sobre o financiamento da tarifa zero no transporte público e a regulamentação da tributação de criptoativos. A expectativa é que esses documentos sejam entregues até abril, consolidando o encerramento de sua passagem pelo ministério.


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