16 de julho de 2026
ENTREVISTA DG

Gustavo Mendanha vê pré-candidatura consolidada e avalia disputa pelo Senado: “estou muito confiante”

Ex-prefeito de Aparecida de Goiânia aposta em Gracinha como favorita e reforça bandeira municipalista
Gustavo Mendanha é pré-candidato ao Senado pelo PRD.
Gustavo Mendanha é pré-candidato ao Senado pelo PRD.

O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (PRD), avalia que sua pré-candidatura ao Senado Federal ganhou um ponto de exclamação depois de sua apresentação como no tal no encontro mais recente da base aliada, no último sábado (27), em Itumbiara. Segundo ele, a benção de Daniel Vilela (MDB) e Ronaldo Caiado (PSD) dá fim a especulações e ao ‘fogo amigo’.

Em entrevista exclusiva ao Diário de Goiás, Mendanha também analisou o cenário de pulverização de candidaturas da base e mostrou otimismo para vencer as eleições, ao lado de Gracinha Caiado (UB).

Leia a entrevista na íntegra abaixo:

DG: Quais são suas visões sobre unidade da base aliada de Caiado e Daniel para uma candidatura ou duas ao Senado?

Gustavo Mendanha: É um pouco complexo. Confesso que antes de entrar na disputa, tive acesso a pesquisas qualitativas e isso me motivou muito a colocar meu nome à disposição. Em 2024 falava que venceríamos a eleição em Aparecida. Nosso adversário com quase 70% das intenções de voto, e o à época candidato Leandro com pouco mais de 5%. E as pessoas achavam impossível. As qualitativas te mostram com muita precisão qual a visão do eleitor para o pleito. Meu perfil se assemelha muito ao que as pessoas querem como representante no Senado Federal. E, claro, o recall do que fizemos em Aparecida, a lembrança do bom trabalho no enfrentamento à pandemia, a capacidade de dialogar e resolver problema. Um dos temas que vejo com muita sensibilidade é a questão da saúde. Em Aparecida consegui fazer um trabalho que virou a página e chamou atenção de todo o povo. Estou muito à vontade para poder participar. Óbvio, também fiz uma série de avaliações de como poderia contribuir com Daniel, Caiado e dona Gracinha. Coloquei meu nome à disposição. Temos também outros dois nomes que tenho respeito, que são Vanderlan e Zacharias Calil, mas estou muito confiante de, a partir do ano que vem, junto com dona Gracinha, ajudar o estado de Goiás.

DG: A sua entrada e a saída de Baldy mexeu com o quadro?

GM: Seria mais um. E cinco nomes talvez seria um pouco pesado. O Baldy mostrou desprendimento. Claro, também um grande empresário. A questão de ele ser CEO da BYD na América do Sul também fez com que ele desse um passo atrás, mas ser primeiro suplente é participar do processo eleitoral e, mais que isso, ter sua força no Senado Federal. Acho que soma muito para a dona Gracinha, não só o Baldy, mas o Fião também, que é pai de um grande prefeito, de um grande líder, que é o Renato, prefeito de Goianésia. Esse trio vai poder mostrar capacidade. Não tenho dúvida que a dona Gracinha será a senadora mais votada da história de Goiás.

DG: Do ponto de vista do partido, sua candidatura tem segurança?

GM: Claro. Eu, quando retorno ao PRD, o faço pela confiança que tenho no (Jorcelino) Braga, pela facilidade que teria de fazer o trabalho, apresentar meu nome. E também um partido que conta com oito deputados estaduais. Temos um quadro muito qualificado de candidatos. Sou presidente da Federação Renovação Solidária. É um timaço que está à disposição do estado e do Daniel para ajudarmos o estado de Goiás.

DG: Como a pré-candidatura ao Senado reforça essa federação nos seus objetivos proporcionais?

GM: Nosso partido já estava na base. Quando fui para o partido, a conversa que tive com nosso comandante, o Braga, foi perguntar onde o partido está. E já estava com o Daniel. Ele me deu essa prerrogativa de lutar pelo Senado ou pela vice. O momento que vivemos no Brasil é delicado. Principalmente pensando nos municípios. Eu fui prefeito e fui vereador. Sei a dificuldade do dia a dia do cidadão comum e sei a importância de ter um senador que vai lutar para rediscutir o pacto federativo. Brasília precisa respeitar mais as cidades, os estados. O governo federal fica com a maior parte do bolo que é arrecadado, uma pequena parte é dividida, outra parte por emendas. Claro, vamos trabalhar para o recurso chegar nas cidades, mas uma agenda que queremos ter no Senado Federal é que possamos rediscutir e que esses recursos cheguem independente de emendas parlamentares.

DG: Como assim?

GM: O pacto federativo. Temos a divisão do bolo, onde o governo federal fica com o maior percentual, outro percentual vai para os estados e um menor para os municípios. Queremos que possa aumentar os percentuais dos municípios e dos estados, mas necessariamente um olhar para os municípios. Vivemos, claro, num país, no estado, mas convivemos com problema diário é no nosso município. Quero ter essa bandeira para que possamos, de fato, ver o governo federal respeitar mais os municípios.

DG: O senhor e Gracinha não têm emendas parlamentares. Os outros candidatos têm essa prerrogativa. O fato de não ter esse instrumento eleitoral, qual sua visão sobre isso?

GM: Parece injusto, mas faz parte do jogo. Quando você coloca seu nome à disposição, você sabe como funciona. Eles têm as emendas até o final do ano. A partir do ano que vem são os novos deputados federais e senadores que terão as emendas. Um compromisso que a gente faz no mandato é fazer uma distribuição justa, principalmente para os municípios mais carentes, que precisam do apoio. Você tem uma série de municípios que precisam muito. Além das emendas, tenho feito compromissos nas cidades que passo, é realmente a agenda de rever a forma de distribuição dos recursos e com olhar especial para os municípios. Espero agregar outros senadores e levar essa bandeira adiante.

DG: Por falar em bandeiras, o senhor já elaborou as bandeiras, além dessa?

GM: Saúde pública sempre foi uma prioridade na minha vida. Educação, esporte, cultura, enfim. Quero ser um senador que vai olhar e entender os grandes desafios e problemas. Infraestrutura é algo que a gente tem condição de ajudar muito, não só a partir de emendas, mas com bom relacionamento com ministros. Sou alguém de direita, cristão, tenho bandeiras próprias. Sou defensor do Estado de Israel, por exemplo, e não tenho nenhum tipo de preocupação de dizer o que sou. Agora, chegando ao Senado Federal, serei senador de todos, independente da religião, da classe econômica, orientação sexual, do time de futebol, das escolhas que as pessoas façam, serei um senador que vai olhar para todo o povo goiano e para todos os 246 municípios.

DG: Como está a conquista de apoio?

GM: Temos avançado em muitos diálogos, principalmente com vereadores, ex-prefeitos. Tenho conversado também com alguns prefeitos. Até com a desistência do Baldy, que tinha muitos apoios, tenho tentado conversar com alguns dos prefeitos que o apoiavam. Não tenho nenhum apoio definido, mas pratico a boa política do diálogo, da convergência. Estou na base, defendo o Daniel, nosso presidente Caiado, a dona Gracinha, mas também tenho feito a defesa para que as pessoas possam entender que a partir do ano que vem possa ajudar muito o estado no Senado Federal.

DG: Qual o plano da sua campanha até as convenções?

GM: Tenho recebido líderes no escritório político, mas também tenho rodado o estado. Na semana passada fui ao oeste goiano, em São Luís de Montes Belos e Firminópolis, Porangatu, no norte, estive em Luziânia, no Entorno, e participei do encontro em Itumbiara, na região sul. Fui muito bem recebido.

DG: Foi sua primeira participação nesse encontro?

GM: Como pré-candidato, sim. Anteriormente estive em Jaraguá. Agradeço ao Daniel, Caiado, dona Gracinha, que me deram oportunidade de participar. É um time que vai render muito ao estado de Goiás.

DG: Esse encontro em Itumbiara consolidou a candidatura?

GM: Já estava consolidada, mas para as pessoas que estavam em dúvida…não vou dizer que é fogo amigo, que é só fofoca, muita conversa, mas agora está pacificado, está consolidado. Gustavo e Gracinha. Daniel e Caiado. Vamos trabalhar muito.


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