20 de fevereiro de 2024
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Dois casos da variante ômicron são identificados em Aparecida de Goiânia

Gustavo Mendanha confirma dois casos da ômicron em Aparecida de Goiânia (Foto: Reprodução)
Gustavo Mendanha confirma dois casos da ômicron em Aparecida de Goiânia (Foto: Reprodução)

Um casal de missionários que entre os dias 3 e 5 de dezembro estiveram em Aparecida de Goiânia são suspeitos de terem transmitido a variante ômicron para duas mulheres que tiveram contato com ambos na cidade da Região Metropolitana. A informação foi confirmada pelo prefeito Gustavo Mendanha (sem partido), na manhã deste domingo (12/12).

A informação foi divulgada por meio de uma rede social pelo próprio prefeito Gustavo Mendanha que pediu que a população possa se vacinar para frear o avanço do contágio da ômicron, mas também para que os cidadãos não se alardeem. “Pelo que temos visto, em estudo e observação, essa variante tem apresentado sintomas mais leves que as outras”, avisou.

As mulheres – uma com 46 e outra com 20 anos – seguem com sintomas leves. Mendanha explicou detalhes da contaminação, mas não disse se estão ou não vacinadas. “Um casal de missionários vindo de Luanda, Angola na África desembarcou em Guarulhos dia 3 de dezembro. Eles fizeram um teste RT PCR que apresentou resultado negativo. […] Depois que foram embora, tiveram contato com duas pessoas que tiveram resultado positivo para a Covid-19, entre os dias 8 e 9 de dezembro”, pontuou.

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Como essas pessoas haviam tido contato com os missionários, Gustavo explicou que a Prefeitura decidiu investigar detalhadamente os casos. “Embora esse casal tivesse tido resultado negativo, como tiveram o contato, nós a secretária de Saúde e a Vigilância do Município resolveram fazer o sequenciamento genético dessas duas pessoas que foram positivadas e ambas foram detectadas que estão com a variante ômicron”, explicou.

Programa de sequenciamento genético ajudou a identificar a ômicron

O programa de sequenciamento genômico que Aparecida mantém colaborou com a rápida identificação da ômicron na cidade. “Aparecida tem feito um dos maiores programas do país, senão o maior, de sequenciamento genético. Mas 50% dos testes positivos em Aparecida a gente faz o sequenciamento genético. Isso foi importante para identificar a delta muito antes do próprio Estado”, explicou Mendanha.

“Só foi possível identificar essa variante pelo investimento que Aparecida fez para salvar vidas e poder de fato estar podendo ter uma resposta efetiva à Covid. Não deixamos de investir recursos para isso”, destacou pontuando que mais casos em outras cidades e Estados devem existir, mas sem o sequenciamento, não há como se confirmar.

“É a 13ª e a 14ª pessoa no país que apresentam essa variante. Mas de fato, muitas prefeituras e estados não estejam fazendo o sequenciamento genético e provavelmente pode ser que muitas pessoas já estejam com essa variante. Mais uma vez orientá-los:a  vacinar e tomar todos os cuidados. Não queremos alertá-los até porque a ômicron pelo que temos lido e visto é uma variante com sintomas mais leves”, concluiu.


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Domingos Ketelbey

Jornalista e editor do Diário de Goiás. Escreve sobre tudo e também sobre mobilidade urbana, cultura e política. Apaixonado por jornalismo literário, cafés e conversas de botequim.