06 de outubro de 2026
paradoxo • atualizado em 14/09/2026 às 09:20

Gracinha diz que se sente honrada com a indicação do marido, contradizendo declaração contra “herança de votos”

Em entrevista a Jackson Abrão, a ex-primeira-dama afirmou que em política "não se herda voto", mas em sabatina ao BDG admitiu que se sente honrada em ter apoio do eleitorado de Caiado
As declarações da ex-primeira-dama do Estado aconteceram durante sabatina no BDG. Foto: Divulgação
As declarações da ex-primeira-dama do Estado aconteceram durante sabatina no BDG. Foto: Divulgação

Após ter declarado que em política “não se herda voto”, durante entrevista ao jornalista Jackson Abrão, em abril deste ano, a candidata ao Gracinha Caiado (UB) entrou em contradição. Em sabatina ao programa Bom Dia Goiás, nesta segunda-feira (14), a ex-primeira-dama admitiu que se sente honrada em receber os votos do eleitorado do marido, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD).

A pergunta faz referência ao vídeo recente de Caiado, que ainda no hospital, se dirigiu ao eleitorado para falar sobre seu estado de e pedir votos para Gracinha e Daniel Vilela (MDB). “Votando nela, você está votando em mim”, apelou aos eleitores. A ex-primeira-dama deu uma pausa na agenda política para estar ao lado do marido, que esteve internado em São Paulo em decorrência de uma pneumonia.

Questionada sobre a fala a entrevista de abril, Gracinha ainda tentou argumentar afirmando que o bom resultado nas pesquisas se deve aos serviços sociais desempenhados por ela na função de presidente de honra da . “Se eu dissesse isso, e não tivesse sido prestado serviço, de nada adiantaria. […]  Tenho muita honra que ele (Ronaldo Caiado) peça voto para mim”, declarou Gracinha.

A candidata da base ao Senado Federal ainda argumentou a alegação dos opositores de que ela teria usado a máquina assistencial do Estado como palanque eleitoral antecipado para sua candidatura. “Tenho que dizer que eu tenho pena de quem fala uma coisa dessa, porque não conhece a pobreza do Estado. Quem fala uma coisa dessa, porque não conhece a necessidade daquele que vive em vulnerabilidade. Quando me vi como primeira-dama, eu decidi que eu iria fazer até onde a minha mão alcançasse”, pontuou.

Propostas de campanha

A ex-primeira-dama de Goiás ainda detalhou suas propostas para o combate à contra a mulher, assistência social, saúde pública e a reforma do Poder Judiciário, com a aplicação de mandatos por tempo determinado aos ministros do (STF).

Segundo Gracinha, ela pretende endurecer a legislação em prol do rigor contra crimes de violência de gênero e defende também o confisco de bens de agressores, conforme a gravidade do dano, para destinar recursos às vítimas e suas famílias. Além disso, a ainda apontou a defesa de mecanismos de suporte financeiro para incentivar mulheres a denunciar violência doméstica sem receio de desamparo econômico.

Se eleita senadora, ela afirma que vai trabalhar para destinar mais verbas federais para estados e municípios que demonstrarem melhores resultados e indicadores de saúde, utilizando o modelo como forma de incentivar a melhoria na prestação dos serviços locais. Por fim, ainda sustentou que o Senado deve reassumir de forma efetiva sua atribuição constitucional de fiscalizar as condutas e atos do Supremo, e sugeriu a fixação de mandatos de 15 anos aos ministros.


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