25 de junho de 2024
Mudanças Climáticas • atualizado em 22/05/2024 às 15:51

Governo prevê seca “muito terrível” para o Amazonas e emite alerta de estiagem

Após as enchentes no Rio Grande do Sul, o governo agora se preocupa com ações de prevenção diante da previsão de estiagem no Norte, ainda pior que a vivida em 2023
O alerta é para ocorrências de secas mais severas no Amazonas, este ano. Foto: Alex Pazuello/Secom
O alerta é para ocorrências de secas mais severas no Amazonas, este ano. Foto: Alex Pazuello/Secom

A Defesa Civil do Amazonas emitiu um alerta de estiagem mais severa do que a registrada em 2023 para este ano, na região Norte. Diante da previsão, o Governo Federal já prepara planos de ação, mesmo ainda se concentrando nos trabalhos de reconstrução do Rio Grande do Sul, fortemente afetado pelas enchentes.

As mudanças climáticas causam preocupação e chamam atenção para a necessidade de iniciativas que visem o contingenciamento e prevensão de ocorrências de eventos climáticos extremos no país. De acordo com a secretária nacional de Mudança do Clima, Ana Toni, o governo estuda possíveis planos para este cenário. “O governo já está tentando se adiantar, entendendo que municípios provavelmente vão ser atingidos, que tipo de prevenção (será necessária). Isso está sendo liderado pelo Ministério da Integração Regional, onde está a Secretaria (Nacional) de Defesa Civil, já pensando em ações de prevenção”, afirmou.

Seca no Amazonas

No ano passado, a Amazônia enfrentou uma das piores secas de sua história. Entre as consequências mais graves, a grande redução do nível dos rios, que prejudicou o transporte para comunidades ribeirinhas e, consequentemente, o acesso da população a água, comida e remédios.

A estiagem na Amazônia ocorre no segundo semestre, com o pico da vazante dos principais rios da região se concentrando entre os meses de outubro e novembro. Conforme a secretária, os eventos extremos provocados por essas mudanças climáticas mostram que não basta apenas mitigação e adaptação, mas é necessário também ter recursos para reconstruções.

Estudos já demonstram que a principal causa para o fenômeno extremo ocorrido no Sul e no Norte do país foi a mudança do clima, decorrente de ação humana. Ana Toni ressaltou que o preço da ação humana vai além dos estragos causados. “Tem o custo da mitigação. Tem o custo da adaptação das cidades brasileiras, da infraestrutura, da energia, da agricultura. Mas a gente já está vivendo o custo das perdas e danos”, destacou.

Com informações da Agência Brasil


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Luana Cardoso

Luana

Atualmente atua como repórter de cidades, política e cultura. Editora da coluna Crônicas do Diário. Jornalista formada pela FIC/UFG, Bióloga graduada pelo ICB/UFG, escritora, cronista e curiosa. Estagiou no Diário de Goiás de 2022 a 2024.