14 de setembro de 2026
PROGRAMAÇÃO ORÇAMENTÁRIA • atualizado em 31/03/2026 às 08:18

Governo federal bloqueia R$ 1,26 bi do Executivo e limita gastos em até R$ 42,9 bilhões até novembro; veja cortes por órgão

Decreto detalha cortes por ministério, atinge emendas parlamentares e mantém controle rígido das despesas ao longo de 2026
Bloqueio atinge vários ministérios - Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil / Arquivo
Bloqueio atinge vários ministérios - Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil / Arquivo

O governo federal publicou na noite de segunda-feira (30) o novo de programação orçamentária e financeira do primeiro bimestre, que detalha a distribuição do congelamento de recursos orçamentários por órgãos (lista abaixo). Ao menos R$ 334 milhões recaem sobre emendas parlamentares. O bloqueio preservará os gastos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), garantiu o Ministério do Planejamento e Orçamento.

Do total bloqueado, a maior parte, R$ 1,26 bilhão, atinge despesas discricionárias (não obrigatórias) do Poder Executivo classificadas como RP2, o que exclui o PAC.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias regulamenta como se dará o bloqueio das emendas parlamentares, incluindo emendas impositivas.

Ajuste fiscal

Além do bloqueio, o decreto mantém o chamado faseamento de empenho, mecanismo que limita o empenho (autorização) de despesas ao longo do ano. Na prática, isso impõe uma restrição de até R$ 42,9 bilhões nos gastos discricionários até novembro.

O objetivo é alinhar o ritmo de execução das despesas à arrecadação prevista, evitando desequilíbrios nas contas públicas e permitindo ajustes ao longo do exercício, caso novas necessidades de contenção surjam.

O decreto estabelece que os limites de empenho serão liberados em etapas ao longo do ano — com prazos previstos para maio, novembro e dezembro. A estratégia acompanha os ciclos de reavaliação fiscal e permite maior controle sobre a execução do Orçamento.

Distribuição do bloqueio

Os cortes atingem diferentes áreas do governo, com maior impacto em pastas como o Ministério dos Transportes, que concentra R$ 476,7 milhões do bloqueio, seguido por órgãos ligados à infraestrutura e desenvolvimento regional.

Outros ministérios também registraram bloqueio orçamentário, embora em menor escala, como o e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Já áreas como saúde e educação tiveram impacto praticamente nulo no bloqueio deste bimestre.

Confira o bloqueio orçamentário por órgãos:

•    Ministério  dos Transportes: R$ 476,7 milhões;

•    Ministério do , da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte: R$ 131 milhões;

•    Ministério da Agricultura e Pecuária: R$ 124,1 milhões;

•    Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional: R$ 101 milhões;

•    Ministério da Fazenda: R$ 100 milhões;

•    Ministério das Cidades: R$ 84 milhões;

•    Agência Nacional de Transportes Terrestres: R$ 81,2 milhões;

•    Ministério do Esporte: R$ 67,7 milhões;

•    Ministério de Portos e Aeroportos: R$ 30,3 milhões;

•    Ministério da : R$ 23,9 milhões;

•    Ministério das Comunicações: R$ 19,3 milhões;

•    Ministério da Pesca e Aquicultura: R$ 8,8 milhões;

•    Ministério do : R$ 7,3 milhões;

•    Agência Nacional de Saúde Suplementar: R$ 3,4 milhões;

•    Ministério da Saúde: R$ 1,7 milhão;

•    Total: R$ 1,26 bilhão.

Monitoramento de contas

Segundo o governo, a execução orçamentária seguirá sob monitoramento contínuo, com possibilidade de novos ajustes para garantir o cumprimento da meta fiscal de 2026.

Os órgãos federais têm até 7 de abril para indicar quais programações serão efetivamente bloqueadas.

No caso das emendas parlamentares, a distribuição dos cortes seguirá regras específicas previstas na legislação vigente.

As informações são da Agência Brasil


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