27 de maio de 2022
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Governo discute novos modelos de educação para Goiás

Um dos maiores especialistas em educação do país, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), ao participar do projeto Agenda Goiás, do qual o Governo de Goiás é parceiro, que ocorreu na cidade de Catalão na última semana, destacou que é hora do Brasil tentar novas experiências na área da educação. “O modelo atual não serve mais. Precisamos transformar nossas escolas de carroças a naves espaciais”, pontuou.

Cristovam foi enfático ao dizer que para que a escola seja pública, basta que os alunos não precisem pagar para frequentá-la e que tenha um ensino de qualidade. “Público não é sinônimo de estatal. Não importa a origem do financiamento se a o aluno não precisar pagar para frequentar uma escola que ofereça um ensino de qualidade”, comentou, sempre ressaltando a necessidade de se cobrar um ensino público eficiente.

Goiás ocupa hoje a 1ª colocação no ranking nacional do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) no Ensino Médio. Mesmo assim, para o secretário de Gestão e Planejamento Thiago Peixoto, é preciso ir além. “Estamos no topo, mas se queremos continuar avançando, é hora de discutir novos modelos de educação”, avaliou. O deputado licenciado era titular da Secretaria de Educação quando Goiás experimentou o maior resultado educacional brasileiro nos últimos anos.

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Para Thiago, o Brasil ainda tem um modelo que engessa. “Temos professores altamente qualificados, alunos com potencial enorme e disposição em aprender, mas um sistema que atrapalha tanto o professor a ensinar quanto o aluno a aprender. Quando se aposta em modelos diferentes o resultado aparece. Temos que apostar que é possível algo novo”, ressaltou.

Modelo internacional

Em Catalão, o governador Marconi Perillo se mostrou bastante entusiasmado com a experiência na área da educação que surgiu nos Estados Unidos na década de 90, as chamadas “Charter Schools”. O modelo tem muita semelhança com que o governo pretende implantar em Goiás com a gestão das Organizações Sociais (OS). “Assim como deu certo na Saúde, a gestão das escolas estaduais por OS também dará muito certo”, antecipou Marconi.

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Para o governador, a parceria público-privada na Educação poderá, inclusive, contribuir para aumentar os salários dos professores. Além disso, ele acredita que o ensino em tempo integral também é um modelo a ser seguido pela rede estadual de ensino. “Escola de tempo integral é o caminho. Já está provado pelos indicadores, mas é preciso de dinheiro”, alertou.

A consultora na área educacional Wanessa Ferreira, que participou da implantação do Pacto Pela Educação – a reforma educacional goiana – e também foi uma das palestrantes do evento de Catalão, explicou que o modelo das “Charter Schools” significa escolas públicas com maior autonomia, menos burocracia e mais eficiência da gestão administrativa. “Com esse modelo, o mesmo recurso é usado de forma mais eficiente, com mais inovação”, destacou.

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