27 de fevereiro de 2024
Saúde

Governo de Goiás reforça ações de combate a uma possível epidemia de dengue em 2024

As informações sobre a possível epidemia de dengue são do Ministério da Saúde (MS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
A secretaria entende que é fundamental incluir a população no combate ao vetor da doença. (Foto: SES-GO).
A secretaria entende que é fundamental incluir a população no combate ao vetor da doença. (Foto: SES-GO).

Após alerta de uma possível epidemia de dengue, no Centro-Oeste em 2024, o Governo de Goiás reforça as ações de combate. As informações são do Ministério da Saúde (MS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que reforçaram a necessidade de ações conjuntas entre a população e o poder público.

Em Goiás, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) realiza diversas ações para mitigar os riscos de aumento de casos de dengue. A pasta realiza capacitações com os profissionais de saúde (médicos e enfermeiros) sobre o manejo clínico adequado e a devida condução dos casos de dengue, para evitar o agravamento do quadro e a possibilidade de evolução para óbito.

Além disso a secretaria entende que é fundamental incluir a população no combate ao vetor da doença. Para isso, foi desenvolvida uma campanha publicitária de conscientização, em todas as plataformas (TV, rádio e internet).

Vacinas

O Brasil tem duas vacinas contra a doença liberadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Uma não foi incorporada ao Programa Nacional de Imunizações por questões técnicas e a outra está em análise pelo Ministério da Saúde. “Então, até que a vacina seja liberada e incorporada, a única forma que a gente tem de controlar a doença é controlando o Aedes aegypti. E controlar o mosquito significa evitar criadouros em casa, evitar que ele nasça”, pontua a superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), Flúvia Amorim.

Sorotipo

Desde 2021, a maioria dos casos de dengue em Goiás é do sorotipo 1. Em 2023, representam 95% dos registros. Porém, o risco maior é para a dengue tipo 3. A linhagem, que ressurgiu no Brasil em 2023, após 15 anos sem surtos ou epidemias, tem casos confirmados em São Paulo e Roraima.

No estado amazônico, especialistas do MS alertaram que o sorotipo 3 já é predominante. “A dengue possui quatro sorotipos. Quando uma pessoa é infectada por um deles, automaticamente adquire imunidade para aquele tipo específico. Mas isso não impede que ela se infecte com outra linhagem, e essa reinfecção pode contribuir para um agravamento. Por isso, o alerta do ministério gera tanta preocupação”, explica a superintendente.

O Laboratório Central de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros (Lacen-GO) realiza, ao longo de 2023, o sequenciamento genético para dengue e chikungunya para entender qual sorotipo circula no estado e preparar as equipes de saúde para as ações necessárias.

“Desses quatro sorotipos, existem ainda subtipos dentro deles. Alguns causam formas graves em crianças, outros, mais em adultos. Então esse sequenciamento é importante para a gente saber como precisamos atuar na prevenção ou mesmo no tratamento”, reforça Flúvia Amorim.

Segundo o diretor-geral do Lacen-GO, Vinícius Lemes da Silva, a previsão é realizar novos sequenciamentos genéticos a partir de janeiro de 2024, com a chegada de insumos pelo MS e novas aquisições pela SES.


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Elysia Cardoso

Jornalista formada pela Uni Araguaia em 2019