O governo brasileiro convocou uma reunião de emergência no Itamaraty, na manhã deste sábado (3), para discutir a situação do Brasil em relação ao conflito gerado pela invasão e ataque dos Estados Unidos à Venezuela. O ministro da Defesa, José Múcio, assegurou que a fronteira do Brasil com a Venezuela, em Roraima, permanece “absolutamente tranquila” e aberta, até o momento.
Participaram da reunião representantes o ministro da Defesa, José Múcio, a ministra substituta do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, e a secretária-executiva e ministra interina da Casa Civil, Miriam Belchior, além de outros diplomatas brasileiros. O presidente Lula também participou por vídeoconferência, diretamente do Rio de Janeiro, e deve retornar ainda hoje a Brasília para acompanhar de perto os desdodramentos.
Segundo Múcio, o Brasil mantém um contingente de 10 mil militares na região amazônica, sendo que 2.300 homens estão posicionados em Roraima com equipamentos de monitoramento. Apesar dos bombardeios, o Itamaraty e o Ministério da Defesa confirmaram que não há registros de brasileiros feridos.
A ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, afirmou que a comunidade brasileira no país vizinho está calma e que turistas estão conseguindo deixar o território venezuelano normalmente. O governo brasileiro continua em contato permanente com a Embaixada do Brasil na Venezuela para acompanhar a situação interna e agendou uma segunda reunião de emergência para as 17h deste sábado para avaliar novos desdobramentos.
A ofensiva norte-americana e as justificativas
A invasão foi motivada por acusações do governo dos EUA contra Maduro, alegando sua liderança no suposto cartel “De Los Soles”, voltado ao narcotráfico. O governo de Donald Trump já manifestou que os EUA devem administrar a Venezuela até que ocorra uma “transição segura”.
A operação em larga escala realizada pelos EUA promoveu uma série de bombardeios na capital da Venezuela, Caracas, e em outras três cidades do país. Após serem detidos, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram levados por um helicóptero das Forças Armadas dos EUA até o USS Iwo Jima, um navio de assalto anfíbio da classe Wasp posicionado no Caribe. A embarcação, equipada com aeronaves de decolagem vertical e fuzileiros navais, tinha como destino final a cidade de New York.
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