12 de julho de 2026
IMPASSE

Governador veta reestruturação que gera benefícios e progressão salarial na Alego

Governador cita impedimento legal para barrar progressões salariais; Bruno Peixoto avalia decisão na Assembleia
Vilela aponta impedimento legal para barrar progressões salariais na Alego e veto vai ao Plenário - Foto: Agência Assembleia de Notícias
Vilela aponta impedimento legal para barrar progressões salariais na Alego e veto vai ao Plenário - Foto: Agência Assembleia de Notícias

O governador Daniel Vilela (MDB) confirmou que vai vetar o projeto que reestruturava carreiras da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), envolvendo um cronograma de progressões funcionais e consequentemente, maiores salários. A informação sobre o veto foi publicada pelo jornal O Popular nesta sexta-feira (10)

A progressão passaria a ocorrer em intervalos de 2 e 3 anos, como mostrou o Diário de Goiás no fim de março. O argumento de Vilela é jurídico. Ele destaca que o veto é necessário porque a legislação proíbe criar despesas deste tipo para os próximos exercícios. No caso, a conta será paga pelos próximos governador e presidente da Alego, já que esse ano é de renovação no Executivo e no Legislativo.

Aliado e membro da base do governo, o atual presidente da Assembleia, Bruno Peixoto (UB), pré-candidato a deputado federal, tinha enviado recado esta semana sobre o poder da Alego de dar a palavra final de caso de vetos do Executivo.

Mas tanto Daniel, quanto Bruno, sinalizam que não pretendem distender uma queda de braço verbal sobre o assunto, mas sim cada qual encaminhar sua posição no âmbito dos dois poderes.

Ou seja, Daniel deixa claro que não vai articular para evitar que Bruno leve o veto ao Plenário – onde tem grandes chances de ser derrubado -, enquanto o presidente da Alego responde que o veto será avaliado na Comissão de Constituição e Justiça antes de ser enviado para votação.

A seu favor, Bruno conta com o fato de o Legislativo ter sua parcela própria de orçamento (duodécimo), ou seja, não depende de aumento de repasses mensais por parte do Executivo. Além disso, tem administrado com economia e devolvido recursos em alguns anos.


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