17 de fevereiro de 2026
Alerta Fiscal

Golpes com falsas cobranças da Receita Federal usam CPF real para enganar contribuintes em Goiás

Receita Federal reforça que não envia cobranças por mensagens e orienta contribuintes a consultar débitos apenas pelo e-CAC
Criminosos simulam sites do Gov.br, utilizam dados verdadeiros e espalham fraudes por WhatsApp, SMS e e-mail. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.
Criminosos simulam sites do Gov.br, utilizam dados verdadeiros e espalham fraudes por WhatsApp, SMS e e-mail. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Criminosos têm sofisticado golpes digitais ao utilizar nome completo, CPF e até endereços reais de contribuintes para criar páginas falsas que simulam cobranças da Receita Federal. A prática, que vem se espalhando em todo o país, motivou um alerta oficial do órgão após o aumento de relatos em unidades de atendimento e canais institucionais.

As fraudes chegam principalmente por WhatsApp, SMS ou e-mail e sempre incluem um link que direciona o usuário a um site falso. As páginas imitam com alto grau de semelhança o visual do Portal Gov.br, com uso de brasões, cores oficiais, linguagem técnica e formatação similar à das plataformas do governo federal. Para tornar o golpe ainda mais convincente, os criminosos inserem dados pessoais verdadeiros do contribuinte no suposto documento de cobrança.

Receita não faz cobranças por mensagens

A Receita Federal reforça que não envia cobranças, notificações ou avisos de débito por aplicativos de mensagem, e-mail ou links externos. Qualquer pendência legítima relacionada a tributos, multas ou regularização fiscal é comunicada exclusivamente por meio do e-CAC (Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte), acessado apenas pelo site oficial da Receita.

Segundo o órgão, ao receber qualquer mensagem com cobrança acompanhada de link, o contribuinte deve desconsiderá-la imediatamente e buscar informações por conta própria, digitando manualmente o endereço oficial no navegador.

Como identificar páginas falsas

Um dos principais sinais de golpe é o endereço eletrônico: páginas fraudulentas não utilizam o domínio gov.br, padrão obrigatório para sites oficiais do governo federal. Além disso, as mensagens costumam apelar para o medo e a urgência, com estratégias como:

  • prazos extremamente curtos para pagamento;
  • ameaças de bloqueio de CPF, contas bancárias ou benefícios;
  • promessas de desconto para pagamento imediato.

De acordo com a Receita, esse tipo de abordagem é típico de crimes digitais e tem como objetivo pressionar a vítima a agir rapidamente, sem tempo para checar a veracidade da informação.

Uso de dados reais preocupa autoridades

Um dos aspectos mais preocupantes da nova onda de golpes é o uso de dados pessoais verdadeiros. Essas informações são obtidas, em geral, por meio de vazamentos ilegais de grandes bases de dados e passam a ser utilizadas para dar aparência de legitimidade às cobranças falsas.

A Receita Federal destaca que o uso de dados reais não significa que a cobrança seja verdadeira e alerta para o risco de prejuízos financeiros e roubo de informações sensíveis caso o contribuinte siga as orientações dos criminosos.

Orientações ao contribuinte

Diante do avanço das fraudes, a Receita Federal orienta que os cidadãos:

  • não cliquem em links enviados por WhatsApp, SMS, e-mail ou redes sociais;
  • consultem pendências fiscais exclusivamente pelo e-CAC, acessado pelo site oficial;
  • desconfiem de mensagens com termos como “último aviso”, “pague agora” ou “urgente”;
  • ignorem ameaças de bloqueios imediatos ou ofertas de desconto fora dos canais oficiais.

Em caso de dúvida, a recomendação é procurar diretamente os canais institucionais da Receita Federal, sempre acessados manualmente, e nunca por meio de links recebidos de terceiros.


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