15 de julho de 2026
ECONOMIA

Goiás tem 7,6 mil indústrias, mas salários ficam abaixo da média nacional

Estado tem o sétimo maior número de empresas que atuam no segmento industrial e o maior do Centro-Oeste, conforme levantamento do IBGE
Goiás tem o sétimo maior número de indústrias do país e o maior do Centro-Oeste. (Foto: Divulgação)
Goiás tem o sétimo maior número de indústrias do país e o maior do Centro-Oeste. (Foto: Divulgação)

Dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA), divulgada nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Goiás registrou, em 2024, 7,6 mil unidades locais de empresas industriais com pelo menos cinco trabalhadores. O número é o maior do Centro-Oeste.

Para efeito de comparação, o porte industrial goiano é quase o dobro de Mato Grosso, segundo colocado na região com 3,9 mil unidades industriais. Se somadas, as demais unidades federativas do Centro-Oeste não alcançam o número de indústrias instaladas em território goiano.

Na PIA, o IBGE definiu como unidades locais os espaços físicos, geralmente contínuos, nos quais uma ou mais atividades econômicas são desenvolvidas.

Número de indústrias por UF no Centro-Oeste.

Goiás também lidera outros quesitos investigados pela pesquisa. No Centro-Oeste, quase metade (49,3%) do pessoal ocupado em 31 de dezembro de 2024 era goiano – o equivalente a 270,1 mil trabalhadores. Além disso, o estado foi o que registrou os maiores números em salários, retiradas e outras remunerações (R$ 12,6 bilhões) e em receita líquida de vendas (R$ 215 bilhões).

Por consequência, os custos das operações industriais em Goiás também foram os mais elevados: foram R$ 140,9 bilhões gastos em consumo de matérias-primas; materiais auxiliares e componentes; compra de energia elétrica; consumo de combustíveis, peças e acessórios; e serviços industriais e de manutenção e reparação de máquinas e equipamentos ligados à produção, prestados por terceiros. O valor foi 1,5 vez maior que o registrado por Mato Grosso (R$ 93,5 bilhões), cuja indústria apresentou os segundos maiores custos do Centro-Oeste.

A receita líquida de vendas é dada pela diferença entre a receita bruta e as deduções. A receita bruta provém das atividades primárias (industriais) e secundárias (de comércio, agropastoris, de construção, de transporte para terceiros etc.). Já as deduções equivalem à soma dos valores de vendas canceladas, descontos incondicionais, impostos relativos à circulação de mercadorias e à prestação de serviços (ICMS), impostos e contribuições incidentes sobre as vendas e serviços (ISS, PIS/Pasep), e impostos incidentes sobre as receitas de bens e serviços e contribuições sobre faturamento (Cofins, Simples Nacional).

Salários ainda são baixos

Em 2024, o salário médio mensal pago pelas empresas industriais foi de R$ 3.575 em Goiás. No Centro-Oeste, somente Distrito Federal (R$ 3.433) apresentou valor inferior. Na comparação com os demais estados brasileiros, o salário goiano foi apenas o 12º maior, ficando abaixo da média nacional (R$ 4.343). O Rio de Janeiro (R$ 7.443) liderou o ranking, seguido por São Paulo (R$ 5.323) e Espírito Santo (R$ 4.361).

Goiás apareceu como o 7º estado com maior quantidade de pessoal ocupado em 31/12 nas empresas industriais. Foram 270,1 mil indivíduos empregados na indústria goiana, o equivalente a 3,3% do total brasileiro e quase 10 vezes menos que o registrado por São Paulo (2,6 milhões de pessoas).

Média salarial na indústria por estado. (Foto: IBGE)


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