19 de julho de 2026
EDUCAÇÃO • atualizado em 28/06/2026 às 14:47

Goiás prepara escolas para enfrentar Super El Niño com investimentos em climatização e energia solar

ede estadual amplia infraestrutura, instala placas solares, incentiva arborização e reforça ações de conscientização para reduzir os impactos das altas temperaturas previstas para o segundo semestre
Goiás prepara as escolas da rede estadual para enfrentar os impactos do Super El Niño com investimentos em climatização, energia solar e arborização. Foto: Seduc.
Goiás prepara as escolas da rede estadual para enfrentar os impactos do Super El Niño com investimentos em climatização, energia solar e arborização. Foto: Seduc.

A Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc) está reforçando a estrutura das escolas da rede pública estadual para enfrentar os impactos do Super El Niño, fenômeno climático que deve provocar temperaturas ainda mais elevadas nos próximos meses. A estratégia reúne investimentos em climatização, eficiência energética, sustentabilidade e conscientização ambiental para garantir mais conforto térmico a estudantes e profissionais da educação durante o segundo semestre.

De acordo com a Seduc, recursos foram repassados diretamente às unidades de ensino por meio do Programa Equipar, permitindo que cada escola tenha autonomia para adquirir equipamentos conforme suas necessidades, como aparelhos de ar-condicionado, geladeiras e outros itens destinados à melhoria da infraestrutura.

Segundo o secretário-adjunto da Educação, Gustavo Veiga Jardim, a descentralização dos recursos permite que cada unidade invista nas prioridades locais:

Assim, cada unidade tem autonomia para adquirir equipamentos e materiais de acordo com suas necessidades, como aparelhos de ar-condicionado, geladeiras e outros itens.

Energia solar reforça climatização das escolas

Entre as principais ações já executadas está a instalação de mais de 80 conjuntos de placas solares em unidades da rede estadual. A iniciativa reduz o consumo de energia elétrica e amplia a capacidade das escolas de manter os equipamentos de climatização em funcionamento durante os períodos de calor intenso.

Além disso, a Seduc promoveu a substituição de lâmpadas convencionais por modelos de LED e realizou manutenção preventiva nos equipamentos elétricos já existentes, tornando as unidades mais eficientes do ponto de vista energético.

Arborização ajuda a reduzir a temperatura

Outra medida adotada pela Secretaria foi a ampliação das áreas permeáveis e o reforço da arborização nos projetos arquitetônicos das escolas estaduais.

Segundo Gustavo Jardim, o paisagismo desempenha papel importante no conforto térmico das unidades. “As áreas de paisagismo dentro das escolas atuam como um ar-condicionado natural, reduzindo a temperatura do ambiente em até 5°C”, explicou.

A estratégia busca minimizar os efeitos das altas temperaturas sem depender exclusivamente da climatização artificial, contribuindo também para a preservação ambiental.

Educação ambiental faz parte da estratégia

Além das melhorias estruturais, a Seduc intensificou ações pedagógicas voltadas à conscientização dos estudantes sobre as mudanças climáticas.

As escolas passaram a desenvolver atividades para explicar o funcionamento do fenômeno El Niño, os impactos do aquecimento global e práticas sustentáveis que podem reduzir seus efeitos, como o combate ao desperdício de água e a diminuição da poluição.

Como parte desse conjunto de ações, a rede estadual também adquiriu torneiras de pré-lavagem para os banheiros das escolas. Segundo a Secretaria, os novos equipamentos permitem reduzir em até 70% o consumo de água em comparação aos modelos convencionais.

O que é o Super El Niño?

Especialistas apontam que o aquecimento global tem potencializado os efeitos do El Niño em diversas partes do planeta. Com o aumento da temperatura média dos oceanos e da atmosfera, os episódios do fenômeno climático podem se tornar mais intensos, dando origem ao chamado Super El Niño.

A previsão é de que esse cenário provoque temperaturas acima da média em diversas regiões do país, exigindo adaptações em diferentes setores, entre eles a educação. Em Goiás, a Seduc afirma que as medidas adotadas buscam garantir melhores condições de ensino e aprendizagem diante das mudanças climáticas previstas para os próximos meses.


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