Goiás criou 44.316 vagas no primeiro semestre de 2026, conforme dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na última sexta-feira (31). Em junho, o estado abriu 3.780 vagas no mercado formal, de acordo com o levantamento federal.
Embora positivo, o resultado dos primeiros seis meses deste ano é 31,29% menor que o registrado no mesmo período de 2025, quando o mercado de trabalho goiano ganhou 64.502 vagas.
A desaceleração é nacional. Segundo especialistas, o fenômeno é explicada por uma combinação de juros restritivos, proximidade dos índices de pleno emprego e um forte descompasso de qualificação. Os dados mais recentes do Instituto Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, no primeiro trimestre de 2026, a taxa de desemprego no estado estava em 5,1%, muito próximo do que é considerado pleno emprego.
Para junho, o setor que mais colaborou com o saldo positivo foi o agronegócio, que abriu 1.725 novas vagas. Depois, a construção, com 1.292. Por fim, a indústria ampliou em 1.273 os postos de trabalho.
Em contrapartida, o comércio teve o pior resultado, com saldo negativo de 419. O setor de serviços também sentiu a retração e fechou 91 vagas no mês.
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