O Governo de Goiás está autorizado a contratar uma operação de crédito de até R$ 500 milhões para investimentos na infraestrutura da saúde pública estadual. A autorização foi oficializada com a sanção da Lei nº 24.493, de 20 de agosto de 2026, e prevê que parte dos recursos seja destinada à aquisição de um novo prédio para o Hospital Estadual de Urgências de Goiás (Hugo), localizado no Conjunto Fabiana, em Goiânia.
O empréstimo será contratado junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social – Saúde (FIIS Saúde), com garantia da União.
De acordo com a justificativa apresentada pelo Poder Executivo e aprovada pela Assembleia Legislativa de Goiás, a operação busca ampliar e qualificar a Rede Estadual de Atenção às Urgências e Emergências. O governo estadual argumenta que a atual estrutura do Hugo apresenta limitações que justificam a mudança para um novo imóvel.
Atualmente, o hospital conta com 342 leitos. Com a transferência para o novo prédio, a expectativa anunciada pelo governador Daniel Vilela (MDB) é de que a unidade passe a disponibilizar mais de 500 leitos.
Recursos e orçamento
A legislação determina que os valores obtidos com a operação de crédito sejam registrados como receita no orçamento estadual ou em créditos adicionais, conforme as regras previstas na legislação.
A lei também autoriza a abertura de créditos adicionais para o pagamento de obrigações relacionadas ao empréstimo e para despesas que sejam custeadas com os recursos contratados.
A abertura desses créditos deverá ser analisada pela Secretaria de Estado da Economia e seguir os procedimentos legais estabelecidos.
Novo prédio do Hugo
A possibilidade de aquisição do imóvel que deverá receber o Hugo já havia sido anunciada pelo governo estadual. Em 8 de julho, Daniel Vilela participou da assinatura de um protocolo de intenções para a compra do prédio localizado no Conjunto Fabiana, em Goiânia.
A mudança é apresentada pelo Executivo como parte da estratégia de reestruturação da rede estadual de urgência e emergência. Com a ampliação da capacidade, o governo espera aumentar a oferta de atendimento e melhorar as condições estruturais da unidade.
A autorização para a contratação do crédito, no entanto, não significa que os R$ 500 milhões serão necessariamente utilizados integralmente. O valor representa o limite máximo autorizado pela legislação para a operação junto ao BNDES.
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