14 de julho de 2026
REGISTRO CIVIL

Goiás atinge os menores valores de subnotificação de nascimentos

Tendência de queda também foi observada nos óbitos. Goiás é o sexto estado com menor subnotificação
Estado tem a taxa mais baixa de subnotificação de nascimentos na história. (Foto: IBGE)
Estado tem a taxa mais baixa de subnotificação de nascimentos na história. (Foto: IBGE)

O estado de Goiás registrou em 2024 a menor taxa de sub-registro de nascidos vivos de toda a sua série histórica, iniciada em 2015. De acordo com as Estimativas de Sub-Registro e Subnotificação de Nascimentos e Óbitos do Instituto Brasileiro de Geografa e Estatística (IBGE), o percentual de nascimentos não formalizados nos cartórios de registro civil para mães residentes no estado caiu para apenas 0,4% em 2024. No início do levantamento, em 2015, a taxa era de 2,37%.

Essa mesma tendência se refletiu na subnotificação de nascimentos, que afere os eventos ausentes no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) do Ministério da Saúde. Em 2024, Goiás também atingiu a sua marca mínima, apresentando somente 0,25% de subnotificação.

O progresso é bastante expressivo ao se comparar com o indicador de 2015, quando a taxa correspondia a 1,68%. A nível nacional, também foi registrada a mínima histórica de sub-registros e subnotificações de nascidos vivos. O país registrou 0,95% em sub-registros (pela primeira vez abaixo de 1%) e 0,39% de subnotificações.

As unidades da federação com menores percentuais de sub-registro são Paraná (0,12%), Distrito Federal (0,13%) e São Paulo (0,15%). Goiás fica em sexto, também atrás do Rio Grande do Sul (0,21%) e Minas Gerais (0,23%). Os destaques negativos são Roraima (13,86%), Amapá (5,84%) e Amazonas (4,40%), com os maiores índices do país.

Municípios que preocupam

Apesar da baixa taxa de subnotificação no estado, dois municípios de Goiás ainda estão entre os 100 brasileiros com mais índice de sub-registro. São eles Fazenda Nova, com 11,32% e a 66ª taxa mais elevada do Brasil; e Aloândia, com 9,09%, na 90ª colocação. Em contrapartida, 131 municípios goianos registraram 0,00% de sub-registro.

No cenário nacional, as duas maiores taxas de sub-registro de nascidos vivos foram identificadas em Junco do Maranhão (MA), com 70,18%, e em Alto Alegre (RR), com 67,97%.

Óbitos

Em 2024, o estado de Goiás também alcançou a menor taxa de sub-registro de óbitos de sua série histórica, iniciada em 2015. O percentual de falecimentos não formalizados nos cartórios de Registro Civil atingiu a marca de 2,51% no último ano. A trajetória descendente demonstra a ampliação da cobertura documental ao longo da década em comparação ao início do levantamento, quando a taxa goiana era de 4,43%.

Cenário semelhante foi verificado na subnotificação de óbitos, que afere os eventos ausentes no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. Em 2024, Goiás também atingiu a sua marca mínima histórica nesse indicador, registrando uma taxa de 0,62%. O número evidencia a evolução da documentação nesse sistema em relação a 2015, ano em que o índice correspondia a 2,18%.


Leia mais sobre: / / Cidades