16 de julho de 2026
CARESTIA

Goiânia tem a maior prévia de inflação do país em maio

Alta nos postos de combustíveis e na alimentação pressionaram o custo de vida na capital goiana
Posto de combustível: bombas tiveram alta e impactaram resultado de maio. (Foto: Agência Brasil)
Posto de combustível: bombas tiveram alta e impactaram resultado de maio. (Foto: Agência Brasil)

A prévia da inflação de maio 2026 em Goiânia é a maior do país. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a capital goiana registrou alta de 1,41% nos preços, uma elevação de 0,76% em relação a abril.

O IPCA-15, que funciona como uma predição do índice inflacionário definitivo do IBGE, mostra que Goiânia ficou 0,48% acima de Fortaleza, segunda colocada com 0,93%, e 0,66% acima de Belém, terceira com 0,75%. O menor resultado foi registrado em Brasília 0,33%.

De acordo com o IBGE, este é o terceiro percentual mais alto da história de Goiânia no IPCA-15. A série histórica começou em fevereiro de 2020. O 1,41% de maio deste ano só fica abaixo de novembro de 2021 (1,86%) e abril de 2022 (1,98%).

Em relação a maio de 2025 (0,79%), o índice goianiense subiu 0,62% Com isso, o acumulado em 12 meses acelerou para 5,21%, maior valor em 11 meses.

No Brasil, a prévia da inflação de maio foi de 0,62%, 0,27% abaixo da taxa registrada em abril, que ficou 0,89%. No país, o valor acumulado em 12 meses é de 4,64%.

Combustíveis e alimentação puxam alta

O avanço da prévia inflação na capital goiana foi impulsionado majoritariamente pelo setor de Transportes, que apresentou elevação de 3,75%, e pelo grupo de Alimentação e bebidas, com variação positiva de 1,49%.

O principal vilão do mês foi o subgrupo de Combustíveis de veículos, que disparou 9,94% no município, caminhando na contramão do dado nacional, que registrou queda de 1,47% neste levantamento. Dentro dos custos com transporte, o maior aumento nas bombas para o consumidor goianiense veio do etanol, que sofreu um salto de 16,62%, seguido pela gasolina, com alta de 9,67%.

Além da pressão nos deslocamentos, os moradores enfrentaram reajustes fortes na alimentação no domicílio, especialmente no setor de hortifrúti. Entre os alimentos que mais encareceram, destacam-se a cenoura (28,31%), a batata-inglesa (27,83%), a cebola (19,94%) e o tomate (11,33%).

Por outro lado, a energia elétrica residencial caiu 1,07% no período e ajudou a atenuar a carestia no custo de vida dos moradores de Goiânia.


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