21 de julho de 2026
Fiscalização Urbana • atualizado em 11/06/2026 às 17:07

Goiânia registra 332 infrações e quase R$ 6 milhões em multas por fios irregulares

Dados da Secretaria Municipal de Eficiência mostram que autuações foram aplicadas entre junho e outubro do ano passado; prefeitura endureceu punições
Entre junho e outubro do ano passado, Goiânia registrou 332 autos de infração relacionados à fiação irregular, que resultaram em quase R$ 6 milhões em multas. Foto:
Entre junho e outubro do ano passado, Goiânia registrou 332 autos de infração relacionados à fiação irregular, que resultaram em quase R$ 6 milhões em multas. Foto:

A Prefeitura de Goiânia intensificou o combate à fiação irregular espalhada pelas ruas da capital e já aplicou 332 autos de infração que resultaram em aproximadamente R$ 6 milhões em multas. Os dados, divulgados pela Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic), referem-se ao período entre junho e outubro do ano passado e reforçam a dimensão do problema enfrentado pelo município.

A atualização ocorre poucos dias após o prefeito Sandro Mabel assinar um decreto que amplia a responsabilização de empresas de telefonia e internet que mantêm fios soltos, caídos ou instalados em altura inadequada. Com a nova regra, as multas foram dobradas e podem chegar a R$ 40 mil em casos de irregularidades.

Segundo o prefeito, o endurecimento das punições foi necessário porque as medidas adotadas até então não foram suficientes para conter o avanço do problema. “Os fios estão caindo mais rápido do que as empresas estão tirando. Elas diminuíram muito o ritmo. Então, não tem como. A empresa tem que sentir no bolso essa diminuição de risco”, afirmou Mabel.

Decreto prevê até interdição de empresas

Além do aumento das multas, o novo decreto estabelece punições mais severas para empresas reincidentes. De acordo com o prefeito, estabelecimentos que descumprirem as determinações poderão ser interditados por períodos que variam entre três e dez dias.

Caso as irregularidades persistam, a administração municipal poderá determinar até mesmo o fechamento definitivo da empresa responsável pela instalação ou manutenção da rede.

“Nós vamos salgar bem mais as multas e, se for reincidente, nós vamos interditar o estabelecimento da pessoa de 3 a 10 dias. Se ele continuar na reincidência, então aí nós podemos, inclusive, fechar aquele determinado instalador”, declarou.

Mabel também ressaltou os impactos da fiação irregular para a segurança e a paisagem urbana da capital. “Não tem cabimento uma cidade como a nossa ficar com esse monte de fio solto, esse monte de fio que não tem utilidade pregado aí. Enfeia a cidade e oferece muito risco para quem anda, motociclistas, carros e crianças”, afirmou.

Operação já retirou quase 82 toneladas de fios

Paralelamente ao aumento da fiscalização, a Prefeitura mantém a Operação Cidade Segura, coordenada pela Agência Municipal de Regulação (AR), para promover a retirada de cabos abandonados e regularizar a ocupação dos postes.

Desde outubro de 2025, a força-tarefa já regularizou mais de 2,5 mil postes e retirou quase 82 toneladas de fios da rede aérea da capital. Desse total, mais de 46 toneladas correspondem a cabeamentos antigos de telefonia que permaneciam instalados mesmo sem uso.

As ações ocorreram inicialmente em pontos considerados críticos, onde havia registros frequentes de fios baixos, soltos ou acumulados. Posteriormente, os trabalhos foram ampliados para corredores urbanos e avenidas com grande concentração de redes de telecomunicações.

Ao todo, 30 empresas já participaram das operações realizadas em conjunto pela Prefeitura, operadoras de telefonia e internet, concessionária de energia elétrica e Ministério Público de Goiás (MP-GO).

Problema mobiliza poder público e Ministério Público

A situação da fiação irregular vem sendo acompanhada pelo Ministério Público há meses, especialmente após casos de acidentes graves e registros de vítimas fatais envolvendo cabos soltos.

Mesmo com centenas de autuações e a retirada de toneladas de material obsoleto, a administração municipal avalia que ainda há necessidade de ampliar a fiscalização e aumentar a pressão sobre as empresas responsáveis pela manutenção das redes.

A expectativa da Prefeitura é que o endurecimento das penalidades acelere a remoção de cabos sem utilização e reduza os riscos à população, contribuindo para a segurança urbana e para a melhoria da paisagem da cidade.


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