20 de janeiro de 2026
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Goiânia fecha 2025 com segunda menor inflação em cinco anos

Alimentação em casa ficou mais barata, mas talão de energia teve maior elevação da série histórica, conforme o IBGE
Inflação em Goiânia ficou abaixo da média nacional. (Foto: Tânia Rego)
Inflação em Goiânia ficou abaixo da média nacional. (Foto: Tânia Rego)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, terminou 2025 em Goiânia em 4,12%. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual é o segundo menor na capital goiana nos últimos cinco anos. Ele fica abaixo apenas de 2023, quando o IPCA encerrou o ano em 3,82%.

O indicador teve queda de 1,44% em relação ao ano passado, quando a inflação medida na capital ficou em 5,56%, à frente inclusiva do aferido nacionalmente, que foi de 4,83%. Neste ano, o Brasil teve o IPCA registrado de 4,26% no ano.

No histórico recente, Goiânia fechou 2020 com IPCA de 4,33%. O índice foi de 10,31% em 2021; 4,77% em 2022; 3,82% em 2023; e 5,56% em 2024. Em dezembro, o indicador desacelerou para 0,23%, após alta de 0,44% em novembro. O índice é o menor em quatro meses e ficou 0,57% abaixo do apresentado para o mesmo mês de 2024 (0,80%).

Alimentação em casa mais barata

De acordo com o IBGE, o grupo de alimentação e bebidas, que possui o maior peso mensal para o cálculo do IPCA, acumulou alta de 1,28% na capital goiana. Na comparação com 2024 (9,76%), o resultado corresponde a uma expressiva desaceleração de 8,48%.

No subgrupo alimentação em domicílio houve deflação, ou seja, resultado de -0,82% e comer em casa ficou mais barato que em 2024. O índice foi muito afetado pela queda de preços do arroz, que ficou 29,87% mais barato. O leite longa vida caiu 7,49%.

Por outro lado, comer fora ficou 7,42% mais caro, na maior alta desde 2022, quando o percentual foi de 11,69%.

Energia encarece e pesa no bolso

O talão de luz ficou 23,07% mais caro em 2025, conforme o IBGE. Apesar da queda de 5,38% em dezembro, o IPCA para este item fechou o ano com a maior elevação desde 2020. O grupo de Habitação, aliás, foi aquele que mais alavancou a inflação goianiense no ano. O aluguel residencial subiu 6,89% em 2025, atingindo a maior variação desde 2022 (13,81%).

Os grupos de Despesas pessoais (6,00%) e Transportes (2,07%) também foram relevantes para o índice da capital em 2025. Em relação ao primeiro, os jogos de azar (15,17%) foram o subitem de maior impacto. Quanto ao segundo, os combustíveis de veículos (4,31%) representaram a maior influência positiva, enquanto os preços de automóvel usado (-3,55%) e de automóvel novo (-1,91%) se posicionaram como as variações negativas de maior importância no ano.


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