16 de agosto de 2026
CASA NOVA

Gilvane Felipe vai deixar Cidadania após renovação de federação com o PSDB

Superintendente do Iphan rejeita reedição de parceria com o PSDB e tem encaminhada filiação ao PT
Gilvane Felipe vai deixar o Cidadania. (Foto: Arquivo DG)
Gilvane Felipe vai deixar o Cidadania. (Foto: Arquivo DG)

O superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Goiás, Gilvane Felipe, vai deixar o Cidadania após o partido renovar federação com o PSDB. Ex-presidente da legenda no estado, ele afirma que não concorda com o caminho definido pela executiva nacional e seguirá outro rumo.

“Não há nenhuma hipótese de eu continuar em um partido que tenha decidido seguir o caminho do retrocesso político”, disse ao Mais Goiás.

O caminho de Gilvane Felipe tende a ser o PT. Ele já tem aval da direção estadual para se filiar e deve fazê-lo este mês. O superintendente do Iphan é um dos nomes citados como pré-candidato ao governo de Goiás pelas lideranças petistas.

Felipe já tem uma longa trajetória com o PT. Na última eleição presidencial, apoiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, em 2024, foi um dos coordenadores da campanha de Adriana Accorsi à prefeitura de Goiânia.

O PT trabalha para definir um nome forte para ser palanque de Lula em Goiás numa candidatura ao governo. Entre os cotados, além de Gilvane Felipe, estão o vereador Edward Madureira, o jornalista Cláudio Curado, o ex-deputado estadual Luís César Bueno, o advogado Valério Filho e o candidato a vice de Accorsi em 2024, Professor Jerônimo.

Destes, Madureira já se colocou como pré-candidato a deputado federal, embora seja o preferido de uma ala do partido. Os demais seguem no páreo.

Federação renovada

Apesar da discórdia pública no ano passado, PSDB e Cidadania se acertaram para renovar a federação por mais quatro anos. O anúncio ocorre nesta semana. Desde 2024, a relação entre as duas siglas sofreu desgaste, especialmente por parte de dirigentes do Cidadania, que apontavam insatisfação com decisões tomadas pela maioria da federação, considerada sob influência tucana.

Ainda em 2025 o Cidadania chegou a aprovar o fim da federação – que só pode se dar depois do período de quatro anos, conforme a legislação.


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