26 de junho de 2022
Eleições 2022

Geraldo Alckmin trabalha para impedir desistência da pré-candidatura de José Eliton

Resonsável por levar o ex-governador ao PSB, Alckimin tenta reverter a situação
(Foto: Divulgação/Instagram)
(Foto: Divulgação/Instagram)

Se estava tudo definido para que a Federação Brasil Esperança batesse o martelo e escolhesse o nome de José Eliton – do PSB que não está na configuração política – como pré-candidato ao Governo de Goiás em 2022, o adiamento do anúncio para junho feita ontem (25/06) não agradou a cúpula socialista e o ex-tucano está decidido a abandonar a disputa.

Bastidores indicam que o ex-governador e ex-tucano Geraldo Alckmin (PSB), um dos responsáveis pela transferência de Eliton para a sigla socialista trabalha para demover a ideia da cúpula petista em levar a decisão para junho. Os socialistas querem já dar o start à pré-campanha logo. A direção considera que para montar toda uma equipe de trabalho leva tempo e mais vinte dias à espera da definição torna a pré-candidatura insustentável.

A ideia de uma pesquisa sob a tese de que não devem sair vitoriosos nem perdedores também não agradou nenhum pouco, haja vista que Wolmir Amado, pelo PT, também tenta viabilizar seu nome. O clima não é de competição interna, por isso, José Eliton está disposto a largar a disputa e já fez até uma carta para anunciar a desistência. Geraldo Alckmin pediu tempo para apaziguar os ânimos e tentar reverter a situação junto à cúpula nacional. 

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Outro elemento que não agradou foi o fato do PT ter mirado uma aliança com o PSDB, de Marconi Perillo. Por mais que José Eliton tenha uma boa relação com o tucano, tendo sido seu vice por duas vezes, Perillo jamais acenou a possibilidade de aliança com o partido do ex-presidente Lula. Inclusive, lembra publicamente que PSDB e PT historicamente foram adversários e que não faria sentido uma aliança agora. Nos bastidores, a postura de Marconi é de respeito ao partido, mas sem considerar uma aliança institucional.

Insatisfeito com a condução, Eliton já comunicou a lideranças petistas e até mesmo a Wolmir Amado a decisão. Ele argumenta que não foi para o PSB para dividir e sim para unificar e poder ampliar o palanque de Lula e Alckmin em Goiás. Por isso, abre mão da disputa caso o PT insista no adiamento da decisão. 

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