23 de junho de 2024
Nova alta

Gasolina vai aumentar R$ 0,29 com alíquota única de ICMS, diz Sindiposto

A partir do dia 1° de junho, a cobrança da alíquota única do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que incide sobre os produtos, será fixada em R$ 1,22 por litro
Em Goiás, a nova fixação do ICMS vai impactar em R$ 0,29 o litro da gasolina. (Foto: Divulgação)
Em Goiás, a nova fixação do ICMS vai impactar em R$ 0,29 o litro da gasolina. (Foto: Divulgação)

A queda nos preços dos combustíveis anunciada na última semana pela Petrobras está com os dias contados. Isso porque a partir do dia 1° de junho, a cobrança da alíquota única do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que incide sobre os produtos, será fixada em R$ 1,22 por litro da gasolina em todo país.

Com a nova fixação, a forma como é feita a cobrança no valor do combustível será alterada. Atualmente, o valor do ICMS cobrado sobre cada litro de combustível varia de acordo com as alíquotas do imposto em cada estado, atualizado a cada 15 dias por meio de pesquisas em postos.

Elas são variáveis entre 17% e 23% sobre o preço da gasolina, o que equivale a uma tributação entre R$ 0,92 e R$ 1,34 por litro, a depender do estado.

Em Goiás, a nova fixação do ICMS vai impactar em R$ 0,29 o litro da gasolina, segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindiposto) no Estado de Goiás, Márcio Andrade.

Márcio explica que o impacto será apenas no preço da gasolina. No etanol, segundo Andrade, não deve ter alteração, só se outros fatore sobre o imposto influenciar.

“Com relação ao imposto o impacto deverá ser apenas na gasolina. Se não estiver nenhum outro fator novo, ou seja, a Petrobras reduzir de novo o preço, ou algum fator desse, esse impacto o consumidor deverá sentir”, destaca Márcio Andrade.

Com o fim do Preço de Paridade Internacional (PPI), política adotada pela Petrobras desde 2016, o valor do litro da gasolina, diesel e gás de cozinha caiu. Antes, os preços praticados no Brasil levavam em consideração o valor do barril no mercado internacional, calculado em dólar, o que significava uma falta de autonomia pela estatal para contrabalancear variações que repercutiram no bolso do consumidor.


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Leonardo Calazenço

Jornalista - repórter de cidades, política, economia e o que mais vier! Apaixonado por comunicação e por levar a notícia de forma clara, objetiva e transparente.