10 de setembro de 2026
APREENSÃO

Formação de chapas para Alego preocupa deputados da base

Deputados temem cair nos chamados 'chapões da morte' e ficarem em partidos com votação de corte muito elevada. Governo prevê definição nos últimos dias da janela
Maioria absoluta dos deputados estaduais tentará reeleição, mas teme chapas muito fortes. (Foto: Maykon Cardoso)
Maioria absoluta dos deputados estaduais tentará reeleição, mas teme chapas muito fortes. (Foto: Maykon Cardoso)

Deputados estaduais governistas estão preocupados com a formação das chapas para a eleição deste ano. A menos de 20 dias da abertura da janela partidária – quando mandatários podem trocar de legenda sem risco de punição por infidelidade – poucos sabem quais caminhos seguirão e temem o que alguns chamam de ‘canibalismo’.

O governo tem hoje uma aliança ampla, que inclui 11 partidos dos 14 representados na (Alego). Esse número pode aumentar ou diminuir, a depender das negociações até as convenções.

Há cenários distintos nos partidos. O Agir, por exemplo, trabalha para formar a chamada chapinha, que contará somente com Rosângela Rezende como candidata à e vários nomes considerados de porte médio. Há ainda siglas que hoje não têm cadeiras na Alego, como o DC, que não aceitam mandatários.

O número de chapas será ainda menor, uma vez que quatro dos partidos da base formaram duas federações: a Renovação Solidária (PRD-Solidariedade) e União Progressista (UB-PP). Em ambas é esperadas enorme concorrência.

Também espera-se uma “autofagia”, como definem parlamentares ouvidos pela reportagem, dentro do MDB. A expectativa do partido do futuro governador Daniel Vilela é fazer pelo menos oito cadeiras. E o ponto de corte esperado é alto: 40 mil votos. Nesse cenário, claro, há quem busque uma eleição mais ‘certa’, mas o que falta é legenda.

O vice-governador Daniel Vilela, questionado sobre a montagem das chapas, disse que a indefinição é natural por parte dos próprios parlamentares. Para 2026, como noutras eleições, ele imagina que a definição deva ocorrer somente no prazo final da janela, no dia 4 de abril.

“É algo que até desejava que fosse feito de forma antecipada, mas não existe eleição que isso aconteça. Nós já até discutimos, conversamos com alguns deputados sobre a possibilidade de tomar decisões antecipadas e construir uma forma mais consensuada, mas todo espera até os últimos dias e últimas horas para buscar uma posição mais estratégica e mais favorável ao seu eleitoral. Isso nos leva a termos decisões nos últimos minutos. E me parece que 2026 não será diferente. Essas decisões serão tomadas aos 45 do segundo tempo. Temos dialogado para fazer pelo menos um esqueleto das chapas dos partidos que integram nossa base”, argumentou.

Na próxima segunda-feira (23) o governador receberá os deputados da base para um jantar e espera-se que a montagem das chapas esteja em debate.


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