As forças de segurança de Goiás passarão a utilizar um sistema de inteligência artificial no combate à criminalidade. A ferramenta é intitulada “IA Contra o Crime” e, de acordo com informações prévias do Palácio das Esmeraldas, trata-se de uma solução tecnológica que amplia a agilidade no atendimento às ocorrências.
A partir do uso da IA, de acordo com o governo, será possível reduzir o tempo de elucidação de crimes e aumentar a efetividade do policiamento. O sistema será lançado oficialmente na segunda-feira (26), às 9h, pelo governador Ronaldo Caiado e pelo vice-governador Daniel Vilela.
A ‘IA contra o crime’ vai permitir a identificação rápida de veículos e de pessoas suspeitas a partir de pequenas características. “Com a integração das forças policiais à Inteligência Artificial (IA), o trabalho vai reforçar o combate à criminalidade, intensificando a segurança pública e a qualidade de vida da população”, destaca o palácio.
Números positivos
Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública apontam que Goiás fechou o ano de 2025 como o quinto estado brasileiro com menos registros de mortes violentas a cada 100 mil habitantes. A média é de 11,27 assassinatos a cada grupo de 100 mil habitantes entre janeiro e dezembro de 2025, abaixo da média nacional de 15,97 mortes violentas.
As maiores taxas estão em estados da região Nordeste: Ceará (32,6), Pernambuco (31,6) e Alagoas (29,4). Já as menores foram registradas em São Paulo (5,44), Santa Catarina (6,38), Distrito Federal (8,88) e Rio Grande do Sul (10,59). Os dados são enviados pelas secretarias estaduais ao governo federal, que é responsável pela divulgação e considera como mortes violentas os homicídios dolosos (quando há intenção de matar), feminicídios, latrocínios e lesões seguidas de morte.
O levantamento converge com os dados apurados internamente pelo Governo de Goiás, que evidenciam uma trajetória consistente de redução da violência nos últimos anos. No ano passado, o estado registrou 808 homicídios, número 16% menor que o notificado em 2024 (959). Já na comparação com o ano de 2018, quando ocorreram 2.117 mortes desse tipo, a queda chega a 62%. Os dados foram divulgados na última segunda-feira (19/1).
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