Ao registrar oficialmente sua candidatura à Presidência junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite de quinta-feira (13), o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) declarou ter 8,1 milhões em patrimônio, um valor 370% maior do que ele tinha em 2018, quando se elegeu senador pelo Rio de Janeiro. Na época, ele disse ter 1.741.758 em bens — ou seja, em oito anos o bolsonarista enriqueceu 6,4 milhões.
Patrimônio de Flávio Bolsonaro cresceu durante período como senador
Nesse período como senador, Flávio Bolsonaro recebeu aproximadamente 3,9 milhões em salários da Casa, segundo apuração divulgada pela revista Veja nesta sexta-feira (14). “É como se ele tivesse recebido o valor e não gastado um centavo, e ainda enriquecido mais 2,5 milhões”, publicou.
Mansão de R$ 6,2 milhões é destaque na declaração
A principal mudança no patrimônio do senador está no centro de muitas críticas e polêmicas: a mansão adquirida em uma das regiões mais nobres de Brasília, o Lago Sul, estimada em 6,2 milhões.
A propriedade foi financiada junto ao Banco Regional de Brasília (BRB) – atualmente em liquidação extrajudicial por causa dos prejuízos causados pelo Banco Master – e quitada em 2024.
Na época, Flávio disse que todos os recursos eram “fruto do suor de seu trabalho” – ele é advogado. O valor do imóvel gerou ampla repercussão política por ser quase quatro vezes superior ao patrimônio total declarado pelo parlamentar na eleição de 2018 (R$ 1,74 milhão).
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Patrimônio do senador é duas vezes maior que o de Lula
Junto com o presidente Lula (PT), Flávio e o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) são os nomes mais citados nas pesquisas de intenção de voto, mas eles estão distantes em relação aos valores de seus bens declarados.
Comparativo: Lula, Caiado e outros presidenciáveis
A declaração dos bens à Justiça Eleitoral revela fortes discrepâncias patrimoniais entre os principais pré-candidatos ao Planalto em 2026:
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Declarou R$ 4,7 milhões, valor 35% inferior ao registrado em 2022 (R$ 7,4 milhões). A redução deve-se principalmente ao resgate parcial de sua previdência privada (VGBL), que caiu de R$ 5,57 milhões para R$ 3,30 milhões. O patrimônio do presidente inclui imóveis (casa em construção, sítio, terreno e apartamento em SP) e 98% das cotas da L.I.L.S Palestras, Eventos e Publicações (avaliadas em R$ 49 mil).
- Ronaldo Caiado (PSD): O ex-governador de Goiás registrou R$ 52,5 milhões, mais que o dobro dos R$ 24,8 milhões declarados em 2022 — alta nominal de 111,2% (crescimento absoluto de R$ 27,68 milhões).
- Renan Santos (Missão): Em sua primeira disputa por cargo público, o empresário declarou R$ 795 mil em bens.
Os maiores patrimônios da disputa
Apesar das quantias milionárias registradas pelos principais nomes da política tradicional, os dois maiores patrimônios declarados ao TSE no pleito de 2026 pertencem a:
- Augusto Cury (Avante): O escritor declarou R$ 242 milhões.
- Romeu Zema (Novo): O ex-governador de Minas Gerais registrou R$ 178,7 milhões.
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