14 de outubro de 2026
ELEIÇÕES 2026

Flávio, Caiado e Renan usam colete à prova de balas na largada da campanha; Lula e Zema não

Três dos cinco candidatos mais cotados nas pesquisas adotaram colete em atos de lançamento por orientação policial e ameaças
Flávio, Caiado e Renan vestiram colete no primeiro dia de campanha - Fotomontagem: reprodução
Flávio, Caiado e Renan vestiram colete no primeiro dia de campanha - Fotomontagem: reprodução

Na abertura da campanha presidencial de 2026, três dos cinco candidatos mais cotados nas pesquisas – (PL), Ronaldo (PSD) e Renan Santos (Missão) – usaram coletes à prova de balas em atos públicos de lançamento. As participações ocorreram sob forte esquema de segurança e orientações policiais justificadas por ameaças recebidas. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Romeu Zema (Novo) lançaram suas campanhas sem colete.

As informações foram coletadas pelo jornal O Globo junto às assessorias e interlocutores dos cinco candidatos – nesta eleição foram registradas 13 candidaturas ao .

Motivações e Contexto dos Candidatos

  • Flávio Bolsonaro: Passou a adotar o colete balístico permanentemente após levantamentos de inteligência apontarem centenas de ameaças explícitas e incitações à violência, incluindo uma ameaça vinda de Juíz de Fora, remetendo ao atentado sofrido por seu pai em 2018 naquela cidade. Por outro lado, ele dispensou a proteção da Polícia Federal (PF) e conta com um esquema montado apenas pela Polícia Legislativa do .
  • Ronaldo Caiado: Utilizou o equipamento durante carreata em sua agenda de largada na disputa, acompanhado por um comboio de 9 viaturas com agentes da Polícia Federal e da Polícia Militar de Goiás, responsáveis por avaliar rotas de fuga e ameaças ao longo do caminho. Nos deslocamentos maiores, Caiado usou um helicóptero. O ex-governador esteve no Entorno do Distrito Federal, região que ainda registra índices de violência em Goiás, sendo que o mote de um estado mais seguro que o restante do país está no centro da campanha.
  • Renan Santos: Vestiu o colete no ato de abertura de sua campanha no Largo São Francisco, em São Paulo, afirmando seguir orientações da Polícia Federal após denúncias de ameaça de . O clima tenso ampliou especialmente após recentes embates com bolsonaristas devido ao imbróglio da filiação de Flávio Bolsonaro no Missão.


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