O Complexo Serra Dourada se prepara para a maior transformação de sua história. Em entrevista, o diretor comercial Samuel Lloyd detalhou o cronograma e os impactos da reforma que será iniciada nos próximos meses. Segundo ele, embora algumas intervenções já tenham começado, como melhorias estruturais no estádio – que foi inaugurado em 1975 – o início das obras mais profundas está previsto para julho, quando o local será fechado para eventos e jogos.
“Já começamos algumas intervenções, mas o fechamento do estádio, que vai impossibilitar jogos e grandes eventos, está previsto a partir de julho. A partir daí começam as grandes mudanças, como o rebaixamento do gramado e demolições de setores”, explicou.
A reforma deve durar cerca de dois anos, e a expectativa é de uma reabertura em grande estilo. “Nós temos na agenda uma grande festa para junho de 2028. O planejamento é de cerca de dois anos de obra e queremos marcar esse retorno com algo especial”, afirmou. Entre as mudanças previstas está também a ampliação da capacidade do estádio. “A expectativa é que a nova capacidade fique entre 42 e 44 mil torcedores, dependendo dos laudos de segurança”, destacou.
O último grande evento esportivo antes da reforma foi o confronto entre Goiás e Cruzeiro, pela Copa do Brasil, que serviu como uma espécie de despedida do Serra Dourada antes das obras. Para Samuel Lloyd, a experiência foi positiva. “Foi incrível. O Goiás preparou uma festa linda, a torcida compareceu e conseguimos fechar esse ciclo com chave de ouro”, avaliou.
Sobre os custos para utilização do estádio após a concessão, o dirigente explicou que o modelo mudou e que os clubes precisarão arcar com despesas que antes eram subsidiadas. “O estádio era subsidiado com o valor dos nossos impostos. Quando você tem o poder público gerindo uma arena, na verdade são os nossos impostos que estão pagando aquela estrutura. Com o estádio agora concedido, esses custos passam a ser pagos pela exploração comercial, que são os jogos e os eventos. Acredito que há uma fase de adaptação, mas com a nova arena as pessoas vão entender. O torcedor vai voltar ao estádio, vai vir em peso, trazer os filhos, as famílias, as crianças. Será um estádio mais seguro, mais moderno, que vale o que se paga”, explicou.

Por fim, Samuel Lloyd reforçou que, mesmo com a modernização e diversificação de eventos, o futebol seguirá como prioridade no Serra Dourada. “Vamos continuar sendo a casa do futebol goiano. Queremos honrar a história do estádio e também captar grandes jogos, como finais nacionais e internacionais, além de partidas da Seleção Brasileira”, concluiu.
Leia mais sobre: Serra Dourada / Esportes

