09 de agosto de 2022
Entretenimento

Filme sobre sequestro de Silvio Santos e Patricia Abravanel estreia em dezembro nos cinemas

(Reprodução/Instagram)
(Reprodução/Instagram)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O filme “Silvio Santos – O Sequestro” com Rodrigo Faro no papel do apresentador vai estrear no dia 12 de dezembro nos cinemas.
As filmagens já começaram. A história terá como linha central um dos episódios mais marcantes da vida de Silvio: em agosto de 2001, um sequestrador invadiu a sua casa e o manteve refém por sete horas. Algumas semanas antes, sua filha Patricia também havia sido sequestrada.
Em visita que fez a Silvio, Faro já teve aprovação do apresentador para representá-lo. “Você foi bem escolhido, porque é apresentador de programa de televisão e tem um bom talento artístico. Agradeço a você e parabenizo quem te escolheu para me representar”, afirmou Silvio ao lado de Faro.
A direção será de Maurício Eça, que comandou, entre outras produções, “Carrossel – O Filme” e “Carrossel 2 – O Sumiço de Maria Joaquina”. Ainda não há data para a estreia.

SEQUESTRO
Em 22 de agosto de 2001, a filha do apresentador Patrícia Abravanel foi sequestrada quando se preparava para sair da casa no Morumbi. Ela foi dominada e levada em seu próprio carro, um Passat alemão blindado, e libertada somente sete dias depois após pagamento do resgate. Ela voltou para a casa dirigindo seu carro.
No dia seguinte, a polícia descobriu que o mentor do sequestro, Fernando Dutra Pinto, estava hospedado com nome falso em flat em Barueri, na Grande São Paulo. À noite ele escapa do cerco. Dois policiais são mortos no flat. O crime é atribuído a Dutra Pinto.
Na manhã do dia 30, o sequestrador invadiu a casa de Silvio Santos. A mulher e suas filhas foram libertadas, mas o apresentador foi mantido refém. O então governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o então secretário da Segurança Pública Marco Vinício Petrelluzzi estiveram na casa. Sete horas depois, o sequestrador se rendeu.
Em janeiro de 2002, Dutra Pinto foi encontrado morto no ambulatório do CDP (Centro de Detenção Provisória), no Belém, em São Paulo. Ele morreu devido a uma infecção generalizada, causada por um ferimento profundo nas costas.
Relatório elaborado pela ONG Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos apontou que o sequestrador morreu em consequência de tortura e negligência.