O desaparecimento do servidor da Polícia Civil de Goiás João Lourenço de Oliveira, de 65 anos, teve um desfecho trágico. A investigação da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH) concluiu que o homem foi assassinado pelo próprio filho, Flávio Lourenço, que confessou o crime e afirmou ter agido para ficar com a caminhonete da vítima.
Segundo a Polícia Civil, o homicídio ocorreu após João Lourenço negar um pedido de empréstimo feito pelo filho. A suspeita é de que Flávio enfrentava dificuldades financeiras e acumulava dívidas, circunstâncias que ainda são investigadas.
De acordo com o depoimento prestado à polícia, Flávio foi até a residência do pai armado e efetuou um disparo na cabeça da vítima. Dois comparsas teriam participado da ação, ajudando a colocar o corpo na carroceria da caminhonete Toyota Hilux e a transportá-lo para uma área de mata às margens da GO-060, em Trindade.
Caminhonete levou polícia aos suspeitos
A elucidação do caso começou após policiais militares do Batalhão de Choque localizarem a caminhonete da vítima com uma mulher no Jardim Goiás, em Goiânia. Durante a abordagem, ela informou que o veículo havia sido comprado pelo marido.
A partir da prisão do casal, os investigadores chegaram até Flávio Lourenço, que foi localizado em Bela Vista de Goiás. Ao ser abordado, ele confessou o assassinato e indicou o local onde o corpo havia sido abandonado.
O cadáver de João Lourenço foi encontrado enrolado em lençóis, em uma região de mata próxima a um posto de combustíveis. O filho também revelou a participação de outros envolvidos no crime.
Seis pessoas foram presas
Além de Flávio, outros cinco suspeitos foram detidos. Dois deles são apontados como participantes diretos do assassinato e da ocultação do cadáver. Um terceiro homem teria retirado peças da caminhonete antes da venda do veículo.
Flávio e os dois comparsas foram autuados por latrocínio, crime de roubo seguido de morte. O casal que adquiriu a caminhonete responderá por receptação, enquanto o sexto investigado foi indiciado por favorecimento ao crime.
Servidor desapareceu no sábado
João Lourenço atuava há cerca de 20 anos na Polícia Civil de Goiás. Além da função de motorista, era responsável pela base de abastecimento das viaturas da corporação.
Ele desapareceu no último sábado (13), após sair de casa, no Parque Jardim Buriti, em Goiânia. Familiares estranharam a ausência ao encontrarem a residência com marcas de sangue. A carteira da vítima estava no imóvel, mas cartões bancários e a caminhonete haviam desaparecido.
A Polícia Civil segue investigando detalhes da motivação do crime e a participação de cada um dos envolvidos.
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