O número de pessoas aguardando por cirurgias eletivas em Goiás atualmente é de 23.883 pacientes, com tempo médio de espera de 84 dias. O dado rebate a declaração do ex-governador Marconi Perillo (PSDB) que citou lista de 100 mil à espera durante entrevista à Rádio Difusora em parceria com o Diário de Goiás na última quinta-feira (16).
O ex-governador fez uma análise comparativa de seus governos para afirmar que as gestões de Ronaldo Caiado (PSD) e Daniel Vilela (MDB) seriam de continuidade aos seus projetos, apontando aquilo que seriam falhas como a fila para cirurgias eletivas. No dia seguinte o governador Vilela foi ao programa, chamou a comparação de “ofensa” e mostrou os grandes diferenciais.
Agora a SES-GO também se manifesta em nota (leia a íntegra ao final). O órgão lembra que a fila de espera por cirurgia é um dado público. A SES-GO sustenta que houve redução da fila de cirurgias em Goiás, que se acumularam no período de pandemia da Covid-19, quando foram suspensos os procedimentos eletivos”.
A nota ainda ilustra que pasta lançou o Sistema Estadual de Regulação de Cirurgias Eletivas (Regnet), que foi escolhido pelo próprio Ministério da Saúde (MS) como projeto-piloto. Por meio do Regnet, a pasta unificou as filas de espera municipais, permitindo o registro detalhado de pacientes e a regulação digital em tempo real diretamente nos hospitais.
NOTA SES-GO
“A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES – GO) informa que, conforme as informações do Painel de Indicadores de Saúde, o número de pessoas aguardando por cirurgia eletiva no Sistema Único de Saúde no estado é de 23.883 pacientes, com tempo médio de espera de 84 dias. Os dados são públicos e disponíveis a toda população no link: https://indicadores.saude.go.gov.br/pentaho/api/repos/:regulacao_transparencia:paineis:painel.wcdf/generatedContent
A SES esclarece que os investimentos realizados nos últimos anos no Complexo Regulador Estadual resultaram na redução da fila de cirurgias em Goiás, que se acumularam no período de pandemia da Covid-19, quando foram suspensos os procedimentos eletivos em todo o Sistema Único de Saúde no Brasil.
Desde 2018, a rede estadual ampliou sua capacidade cirúrgica realizando hoje o maior número de procedimentos e atendendo cirurgias de maior complexidade nas unidades estaduais. Desde 2023, o Estado de Goiás firmou parcerias com hospitais privados, expandindo o Programa Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas para 40 municípios goianos. A Pasta realizou mutirões para ampliar a realização dos procedimentos e diminuir o tempo de espera, além de ampliar os planos de fortalecimento, aumentando o número de unidades que realizam os procedimentos, sejam elas próprias ou contratualizadas.
A SES lançou ainda o Sistema Estadual de Regulação de Cirurgias Eletivas (Regnet), que foi escolhido pelo Ministério da Saúde (MS) como projeto-piloto. Por meio do Regnet, a pasta unificou as filas de espera municipais, permitindo o registro detalhado de pacientes e a regulação digital em tempo real diretamente nos hospitais.
Em 2024, a Pasta implantou o novo Saúde Integrada do Estado de Goiás (Sigo). A plataforma, mais moderna e integrada, vem otimizando a regulação de pacientes no sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa transformou o processo de regulação dos acessos, permitindo mais eficiência, transparência e agilidade na gestão de leitos hospitalares.
Em Goiás, os números demonstram essa evolução: foram 167,6 mil cirurgias em 2020 e 375,4 mil em 2024, um crescimento de aproximadamente 124%. Em relação ao período pré-pandemia (2019), o aumento é de quase 80%. Em 2025, até novembro, foram realizadas 321.618 mil cirurgias eletivas, mantendo alta produtividade das unidades.
No início da gestão estadual, em 2018, a rede pública de saúde contava com 17 hospitais. Em 2025, a população conta com a assistência prestada por 25 hospitais estaduais e por 6 policlínicas, distribuídos em 23 municípios goianos.”
Comunicação Setorial SES-GO
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