14 de outubro de 2026
VIOLÊNCIA SEXUAL

Família denuncia estupro de criança de 3 anos em CMEI de Anápolis

Familiar decidiu levar o caso a público depois de apontar condução morosa na apuração das informações

A Polícia Civil recebeu nesta semana uma de em uma das unidades de infantil de Anápolis. Familiares de uma menina de 3 anos levaram a queixa à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de que a garota foi vítima de violência sexual no CMEI do bairro Filostro Machado.

De acordo com a família, a suspeita surgiu depois que a mãe percebeu alterações na criança ao trocar a fralda após o retorno da escola. Aos parentes, a menina teria mencionado um homem a quem chamava de “vovô da escola”. Um funcionário que atua na segurança da unidade é apontado como suspeito.

A criança passou por avaliação no Instituto Médico-Legal (IML), e os familiares relatam que posteriormente buscaram novos procedimentos durante a apuração.

A família decidiu tornar o caso público após questionar a condução dos atendimentos. A madrinha da criança, Maria Eduarda, publicou vídeos nas redes sociais nos quais relata as dificuldades enfrentadas pelos parentes para conseguir os encaminhamentos.

De acordo com a familiar, inicialmente a família teria recebido informações de que alguns procedimentos poderiam demorar e que seria necessário aguardar até dezembro. Após insistência, novos encaminhamentos foram realizados.

Maria Eduarda também criticou a forma como os familiares teriam sido tratados durante o . Segundo o relato, uma médica teria dito à mãe da criança que deveria “cuidar melhor dela”.

Os familiares também afirmam que decidiram relatar o caso publicamente para dar visibilidade à denúncia e cobrar celeridade na . A madrinha também relatou a angústia da família durante o período entre o suposto episódio e os primeiros procedimentos relacionados à denúncia. “Vocês imaginam a agonia que foi todos estes dias”, desabafou.

A família diz que espera que a investigação esclareça o que aconteceu e que eventuais responsáveis sejam responsabilizados. “Nosso objetivo é que a justiça seja feita”, concluiu.

Até o momento, não há informação sobre prisão ou indiciamento do suspeito. A investigação segue em andamento. A identidade da criança é preservada por se tratar de possível vítima de violência sexual.

O que diz a prefeitura

A Secretaria Municipal de Educação informou que instaurou uma sindicância para apurar o caso e que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação. Segundo a pasta, o servidor em questão tem 68 anos, trabalha há 24 anos na rede municipal e não tem histórico de conduta irregular.

Todavia, ele foi afastado até a apuração do caso. A secretaria disse ainda que aguarda o fim do inquérito para avaliar outras medidas eventualmente cabíveis.


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