09 de agosto de 2022
Eleições 2022 • atualizado em 01/06/2022 às 20:34

Falta de definição do PT em Goiás prejudica construção da frente ampla, avalia presidente do PSOL

Pré-candidata ao Governo do Goiás, Cíntia Dias quer aliança sem 'coronéis'
Cíntia Dias em entrevista ao jornalista Altair Tavares, do Diário de Goiás
Cíntia Dias em entrevista ao jornalista Altair Tavares, do Diário de Goiás

Diante do impasse criado em torno do nome que representará a Federação Brasil da Esperança em Goiás (PT, PV e PCdoB), a presidente do PSOL em Goiás, Cintia Dias pondera que o clima é de insegurança, haja vista o atual momento é de construção e de busca por uma unidade para ampliar a frente de forças progressistas. Ela até admite abandonar sua pré-candidatura ao Governo de Goiás, mas avalia que para isso é preciso que o PT entre para valer num projeto “de esquerda” que distancie do “coronelismo” que Goiás vive com a atual administração e também de lideranças que comandaram o Palácio das Esmeraldas no passado. 

Cíntia faz referência a José Eliton (PSB) e Marconi Perillo (PSDB) e que o PT tem flertado em busca da construção de apoio e ampliação de palanque ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Tucano e o agora socialista comandaram Goiás num passado, em governos que a presidente do PSOL classificou como “autoritários”, por isso, afasta qualquer possibilidade de diálogo com a dupla. O PT que trabalha com o nome do ex-reitor da PUC-GO, Wolmir Amado nas prévias da eleição, colocou o dia 11 de junho como prazo para bater o martelo.

O que falta então para que a frente ampla em Goiás vingue? “A gente não tem dificuldade em manter essa relação de diálogo, estamos aqui e em todos provocando para que o PT reconheça o seu espaço na esquerda e ocupe. O que não dá para fazer é deixar todo de lado essa luta e movimentação e aliar-se aos inimigos. Quem privatizou a Celg foi Zé Eliton e o Marconi Perillo. Não tem como eu chegar nos trabalhadores do saneamento e falar sobre a luta da não privatização da água, mas vamos votar no Zé Eliton? Eles não vão aceitar. Vão dizer que a gente lutou contra a privatização da Celg e os caras privatizaram. Essa coerência ela precisa existir para ser apresentada e não dá para ser na figura desses nomes que representam o contrário das pautas que a gente defende historicamente”, destaca Cintia Dias, em entrevista exclusiva ao jornalista e diretor de redação do Diário de Goiás, Altair Tavares.

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Dias destaca para além da frente ampla, a plataforma política do PSOL para Goiás, o conservadorismo e bolsonarismo em terras goianas e seu projeto na construção de uma candidatura para as eleições de 2022. Assista toda a entrevista na íntegra abaixo: