27 de fevereiro de 2024
IBGE

Expectativa de vida volta a subir no Brasil após pandemia e alcança 75,5 anos

Para mulheres, índice é de 79 anos e, para os homens, 72, segundo dados do IBGE. (Foto: freepic)
Para mulheres, índice é de 79 anos e, para os homens, 72, segundo dados do IBGE. (Foto: freepic)

Uma pessoa nascida no Brasil em 2022 tinha expectativa de viver, em média, até os 75,5 anos, de acordo com os índices de expectativa de vida divulgados nesta quarta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com a marca, o indicador recuperou parte da perda registrada após o início da pandemia. A esperança de vida havia caído nos dois anos anteriores, sob impacto do aumento de mortes causado pela Covid-19 em 2020 e 2021.

Para os homens, porém, a expectativa continua mais baixa. Em 2020 era de 72 anos e, para as mulheres, de 79 anos. Estimativas indicam que a esperança de vida caiu de 76,2 anos em 2019 para 74,8 anos em 2020 e para 72,8 anos em 2021. Ou seja, ainda não houve a recuperação e aumento do número.

Vale lembrar que o dado referente a 2022 significa que uma pessoa nascida no ano passado tinha expectativa de viver 75,5 anos, em média, no país, considerando os níveis de mortalidade ao longo das diferentes faixas etárias da população.

As informações estão disponíveis na Tábua de Mortalidade 2022, que trazem as expectativas de vida nas idades exatas até os 90 anos, para o Brasil, e são usadas como um dos parâmetros para se determinar o fator previdenciário, no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social.

O IBGE publica anualmente as Tábuas de Mortalidade referentes ao ano anterior. Entre 2011 e 2021, as Tábuas Completas de Mortalidade divulgadas foram oriundas de uma projeção da mortalidade elaborada a partir das Tábuas calculada para o ano de realização do Censo Demográfico 2010. Sempre que ocorre um Censo Demográfico e que novas informações sobre os óbitos se encontram disponíveis, o IBGE reconstrói as Tábuas de Mortalidade para o País, em um exercício necessário de atualização desse modelo demográfico, que resume o nível de mortalidade da população.

Os dados de óbitos utilizados nesta divulgação foram os registros de óbitos provenientes do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), disponibilizadas pelo Ministério da Saúde, corrigidos por sub-registro. Foram utilizados também os dados de população obtidos do Censo Demográfico 2022, resultados do Universo, por idade e sexo.

Já a taxa de mortalidade infantil calculada através da razão dos óbitos observados e corrigidos, em relação aos nascidos vivos também corrigidos, indica que de cada 1000 crianças nascidas vivas, 12,9 vieram a falecer antes de completar 1 ano, em 2022.

Os próximos anos devem ser marcados de um lado, pelo aumento dos óbitos como reflexo do envelhecimento da população. Por outro lado, deverá haver redução do excedente de óbitos entre os idosos devido ao arrefecimento da pandemia por Covid-19.

Na tabela a seguir, um panorama da expectativa de vida do país, desde 1940 até 2022. Observa-se que, no período, este indicador aumentou em 30,0 anos, sendo 29,1 anos para os homens e 30,7 anos para as mulheres.


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Carlos Nathan Sampaio

Jornalista formado pela Universidade Federal e Mato Grosso (UFMT) em 2013, especialista Estratégias de Mídias Digitais pelo Instituto de Pós-Graduação e Graduação de Goiânia - IPOG, pós-graduado em Comunicação Empresarial pelo Senac e especialista em SEO.