15 de setembro de 2026
EDUCAÇÃO EM FOCO

Ex-secretária de Educação rebate críticas de candidatos da oposição a queda no Ideb

Estado ficou na segunda posição, atrás do Paraná. Uma das bandeiras do governo sempre foi a liderança do Ideb. Adversários de Daniel exploraram queda no debate
Fátima Gavioli, ex-secretária de Educação e candidata a deputada federal. (Foto: Divulgação)
Fátima Gavioli, ex-secretária de Educação e candidata a deputada federal. (Foto: Divulgação)

A ex-secretária de Educação, Fátima Gavioli (PSD), candidata a deputada federal por Goiás, rebateu as críticas dos adversários de Daniel Vilela (MDB) à queda do estado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Gavioli, que comandou pasta por sete anos e três meses, lembrou que a educação goiana nunca deixou de estar no topo neste período.

“Nós nunca deixamos de ser primeiro ou segundo”, disse ela em entrevista à Rádio Caraíbas de Rubiataba. Ela destacou que o estado está em segundo lugar no ensino médio, com nota 5, atrás apenas do , que chegou a 5,1.

O tema foi bastante explorado por Marconi Perillo (PSDB), Wilder Morais (PL) e Luis Cesar Bueno (), principalmente no debate do último domingo (9).

Fátima afirmou que, durante os anos de gestão do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), Goiás nunca deixou o pódio da educação brasileira. “Nós nunca deixamos de ser primeiro ou segundo”, disse. Segundo a candidata, a diferença desta edição para o primeiro colocado é pequena e está relacionada, entre outros fatores, aos critérios de aprovação dos .

Ela argumentou que índices educacionais precisam ser analisados considerando também a realidade dos alunos e não apenas a posição final do ranking. Gavioli disse ainda que, durante sua passagem pela pasta, foram construídas 67 escolas e reformadas mais de 700 unidades.

Para a candidata, os investimentos em educação ultrapassam a dimensão pedagógica e também produzem efeitos econômicos e sociais, ao movimentar o comércio local, gerar renda e contribuir para a formação dos estudantes.

Como exemplo, Fátima citou a região de Rubiataba, onde foram investidos cerca de R$ 27 milhões em sete anos e meio. Entre as ações mencionadas estão reformas, ampliações, aquisição de equipamentos e programas como o Bolsa Estudo. De acordo com a candidata, somente o benefício, pago desde 2021, movimentou cerca de R$ 7,3 milhões na economia da região. Ela também relacionou os avanços educacionais aos indicadores de segurança pública, defendendo que educação e prevenção à criminalidade devem ser tratadas de forma integrada.

Durante a entrevista, ela ainda abordou sua trajetória pessoal e política e afirmou que pretende chegar à Câmara Federal como representante da educação. A candidata destacou a experiência acumulada como professora, coordenadora regional e gestora da área educacional antes de assumir a Seduc em Goiás.

Também avaliou o papel das redes sociais na eleitoral, mas defendeu a manutenção do contato presencial com a população. Segundo ela, a pré-campanha já alcançou 189 municípios e ampliou de 33% para 68% o percentual de pessoas que, segundo citada por ela, afirmam conhecer seu nome.

Ao rebater a informação de que Goiás estaria em quarto lugar no Ideb, Gavioli classificou como equivocada a leitura e afirmou que críticas à rede estadual acabam atingindo também os professores. “Goiás é o segundo lugar no Brasil”, declarou, acrescentando que o estado está entre as redes de ensino que mais avançam no país. A defesa dos resultados educacionais e a apresentação de seu histórico na área devem ocupar espaço central na campanha da ex-secretária, que agora disputa uma vaga na Câmara Federal.


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