O ex-presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Pedro Sales (PSD), desistiu de concorrer a deputado federal. Ele já havia registrado a candidatura, mas renunciou a ela, numa decisão que disse ser de cunho particular. Ao jornal O Popular, Sales afirmou que voltará a exercer cargo no Supremo Tribunal Federal (STF), onde é servidor efetivo.
Os bastidores atribuem a decisão do ex-auxiliar de governo de Ronaldo Caiado (PSD) ao canibalismo de concorrentes da base do governo. Apoiadores de Sales têm sido cortejados por candidaturas adversárias. Também há receio sobre o montante de fundo eleitoral que chegaria para a candidatura.
Publicamente, porém, Sales afirmou que recebeu apoio durante a pré-campanha e vai defender as eleições de Daniel Vilela (MDB) ao governo estadual e Caiado à presidência da República. “Só tenho gratidão”, disse ao jornal O Popular.
Sales foi um dos principais auxiliares de Caiado ao longo de mais de sete anos. Além de presidir a Goinfra, acumulou a Secretaria Estadual de Infraestrutura, que tinha a Saneago sob seu guarda-chuva.
Com a saída de Sales, ainda não oficializada no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a chapa do PSD fica com 11 nomes – de 18 possíveis. Há dois candidatos à reeleição, Daniel Agrobom e Ismael Alexandrino, além de Lucas do Vale, filho do ex-prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale, na chapa. Titular da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) por mais de sete anos, Fátima Gavioli também está na nominata pessedista, bem como a deputada estadual Zeli Fritsche.
Segundo Sales, apesar da sua saída, o PSD calcula que ainda terá votos para fazer duas cadeiras na bancada goiana da Câmara Federal.

