O ex-presidente da Câmara de Vereadores de Urutaí, Éder Alberto Jorge Pimenta (sem partido), foi indiciado esta semana pelo crime de estupro cometido contra uma estagiária do órgão, de 25 anos, em novembro último. A principal prova contra ele, segundo a Polícia Civil (PC), foi o áudio gravado pela vítima durante o crime, ocorrido em um motel da cidade vizinha, Pires do Rio, no sudeste do estado, para onde ele viajou a trabalho com a estagiária e uma servidora.
Os depoimentos e investigações demonstraram que o vereador atraiu a estagiária da Câmara usando o pretexto de que ela ia fazer uma cobertura fotográfica, já que ela trabalha na área de Comunicação do Legislativo de Urutaí. Entretanto, Éder deixou a outra servidora em uma papelaria e depois conduziu a jovem para um motel onde estuprou a estagiária.
“Mesmo diante das negativas dela, ele praticou atos que caracterizam crime de estupro”, disse o delegado Elton Diogo Fonseca em entrevista à Tv Anhanguera na quarta-feira (21). Com a conclusão do inquérito, o caso vai à Justiça se o Ministério Público apresentar denúncia.
Desde a denúncia da vítima, o parlamentar já foi distanciado da estagiária por determinação judicial; expulso do MDB, pelo qual se elegeu; perdeu o cargo de presidente da Câmara na semana passada; e virou alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, que pode concluir pela perda do mandato.
A defesa do vereador não foi localizada pela reportagem, mas disse à Tv que o inquérito policial concluiu pelo indiciamento, mas isso não significa condenação e nem reconhecimento de culpa por parte do parlamentar. A defesa de Éder afirmou que vai analisar o processo e adotar as providências jurídicas cabíveis.
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