14 de fevereiro de 2026
Tensão internacional • atualizado em 03/01/2026 às 09:29

EUA ataca Venezuela e Trump afirma captura de Nicolás Maduro

O líder venezuelano e a esposa teriam sido levados para fora de seu país, no entanto, o paradeiro de ambos ainda é desconhecido
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram ataques na capital Caracas durante a madrugada. Foto: reprodução
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram ataques na capital Caracas durante a madrugada. Foto: reprodução

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, confirmou ataque em “larga escala” à Venezuela neste sábado (3). De acordo com Trump, o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram levados para fora do país, no entanto, o paradeiro de ambos ainda é desconhecido.

Na rede social Truth, Trump escreveu confirmando o ataque. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa”, disse.

O presidente dos EUA afirmou que a operação contra a Venezuela foi conduzida “em conjunto com a lei americana”. Uma coletiva de imprensa será realizada pelo governo americano para informações oficiais adicionais por volta das 13h, em horário de Brasília.

Ataque em larga escala

De acordo com a TV estatal venezuelana, foram realizados ataques em quatro regiões do país, em Caracas, Miranda, La Guaira e Aragua. Durante a madrugada deste sábado (3), helicópteros foram vistos sobrevoando a capital Caracas e outras partes do país, bombardeando instalações estratégicas.

Em mensagem de áudio, transmitida pela TV estatal da Venezuela, a vice-presidente, Delcy Rodríguez, disse que o governo venezuelano “não sabe o paradeiro do presidente Nicolás Maduro nem da primeira combatente Cilia Flores”. Ela ainda exigiu prova de vida dos dois e afirmou que o desaparecimento deles é um ataque à soberania venezuelana.

Contexto

Na semana passada, Trump anunciou uma operação militar contra uma “grande instalação” supostamente ligada a uma rede de narcotráfico liderada pela Venezuela. Nos últimos dias, os Estados Unidos intensificam sua presença militar no Caribe, região de fronteira com a Venezuela, sob a justificativa de combater o narcotráfico. A ação já havia sido considerada uma ameaça por Caracas.


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