19 de maio de 2022
Lênia Soares

Está todo mundo no segundo turno

O candidato do governo à prefeitura de Goiânia, Jovair Arantes (PTB), prenunciou: “No segundo turno, terei o apoio da maioria dos prefeitáveis.” Em coro, os adversários responderam: “Também conto com o apoio dele.” Ou seja Jovair: hoje, está todo mundo no segundo turno.

O cenário que parecia certo, não vingou. A polarização da disputa entre o atual prefeito e o nome do governo estadual não foi concretizada. Se existe esperança de um segundo turno, ela é de todos. A medalha de prata não está definida e, para muitos, surpresas estão por vir.

“Muita gente define seu voto depois do dia 25 de setembro. Acredito que ainda posso subir muito e, quem sabe, chegar lá”, profetiza José Netho (PFL), candidato com menos de 1% das intenções de voto, que colocou sua equipe nas ruas há duas semanas.

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Isaura Lemos (PC do B) pondera que também ocupa a segunda posição atualmente. O argumento da comunista é que a diferença entre ela e Jovair segue dentro das margens de erro das pesquisas divulgadas. “Esta cidade precisa de uma mulher em sua administração. A população está percebendo isso com a gestão da presidenta Dilma. Farei o mesmo por Goiânia. Chegaremos além do segundo turno”, diz, efusiva.

Simeyzon Silveira (PSC) vê-se em plena ascensão. Nesta quinta-feira, 13, chegou a ser promovido ao quarto lugar pelo Fórum Empresarial de Goiás. As instituições afirmaram que iriam realizar uma sabatina entre os quatro primeiros colocados nas pesquisas eleitorais, mas Elias Júnior (PMN) ficou de fora do evento. Simeyzon foi o escolhido pelos empresários, e ele aproveitou para pedir voto.

O vereador tem convicção de que pode polarizar o pleito com Paulo Garcia e já chegou a solicitar, publicamente, a colaboração de Jovair. “Conto com seu apoio no segundo turno, deputado”, disse Simeyzon durante o debate na TV Capital.

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O deputado estadual Elias Júnior, por sua vez, acredita na força do povo. “Eu represento a população mais carente. Sei que posso fazer por eles o melhor, pois conheço, de perto, a realidade do povo. São eles que me levarão para o segundo turno”, afirma, com voz firme, Elias.

Reinaldo Pantaleão (PSOL) e Rubens Donizette (PSTU) seguem na espreita. Mais reservados, mas não menos esperançosos. “Com a situação atual, nada pode ser previsto. O povo está cansado de tanto roubo e corrupção. Este jogo ainda pode virar”, diz o professor Pantaleão. Ele sabe das coisas.

A decisão aos 45 minutos do segundo tempo, e com Jovair fora da disputa, não seria algo extraordinário. Não é a primeira vez que Marconi é derrotado no pleito municipal. A senadora tucana Lúcia Vânia está aí para contar e ilustrar essa história. Lembram? Foi em 2000. Para o segundo turno foram Pedro Wilson e Darci Accorsi.

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