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Renato Gaúcho. (Foto: Lucas Uebel - Grêmio)
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VINICIUS CASTRO E JEREMIAS WERNEK
RIO DE JANEIRO, RJ, E PORTO ALEGRE, RS (UOL/FOLHAPRESS) - O Flamengo vai com tudo para tentar a contratação de Renato Gaúcho. Sonho de consumo da diretoria do clube, o técnico do Grêmio se mostrou receptivo ao interesse rubro-negro. Sabedor de que a negociação é complicada, o clube carioca se agarra na pequena possibilidade da transferência e reúne esforços com o objetivo de apresentar uma proposta vantajosa ao profissional.

A força-tarefa é financeira e política. O primeiro ponto diz respeito ao orçamento, de forma que o Flamengo ofereça um salário superior ao que Renato recebe no Grêmio e consideráveis bonificações por metas alcançadas. Mas só o fator econômico não seduzirá o treinador, que sempre deseja um projeto esportivo com garantias de realização.

Renato sabe que um trabalho de nível no Flamengo o colocará de vez em outro patamar entre os treinadores. Não é segredo que ele sonha em dirigir o clube rubro-negro, onde também é ídolo, principalmente para os torcedores que viveram a década de 1980.

Além de uma proposta bem amarrada, o Flamengo sabe da necessidade de oferecer um compromisso com o prazo maior do que os oito meses restantes da gestão Eduardo Bandeira de Mello. Como Renato é um nome de consenso, figuras influentes da política rubro-negra estudam a costura de acordos com futuros candidatos.

A expectativa é a de que, mesmo com a troca da administração na eleição de dezembro, haja aprovação para um vínculo com o técnico que ultrapasse o prazo do atual mandato.

Renato Gaúcho costuma assumir compromissos por dois anos e não será diferente se decidir pela transferência ao time rubro-negro. Por isso, as conversas já acontecem na esfera política, embora que ainda informalmente.

A mobilização na Gávea pelo técnico é definitiva. Todos sabem que a possibilidade de a negociação se concretizar ainda é reduzida, mas a entrevista concedida por Renato após a goleada do Grêmio por 4 a 0 contra o Monagas (VEN), pela Taça Libertadores, na última quarta-feira (4), animou os dirigentes.

O treinador deixou o cenário em aberto até o próximo domingo (8), quando o Grêmio enfrenta o Brasil de Pelotas, no segundo jogo da final do Gauchão.

"Sobre o Flamengo, não quero falar nada. Todo mundo escreve, fala e comenta tanta coisa. Não estou preocupado com o Flamengo. Sou funcionário do Grêmio e temos uma decisão. Outro dia conversei algumas coisas com o presidente sobre esse assunto. A minha cabeça está totalmente voltada para o jogo. Domingo, talvez, eu possa ter uma resposta diferente. Mas agora a minha cabeça está na final", afirmou.

Se a negociação com Renato não der certo, Cuca e Maurício Barbieri são os nomes em pauta. Ambos, porém, enfrentam resistência na Gávea. Apenas Renato tem a aceitação dentro e fora das quatro linhas.

GREMISTAS DIVIDIDOS

A coletiva de Renato que animou flamenguistas foi interpretada de diferentes formas por integrantes da direção do Grêmio. Nos bastidores, há quem veja a postura do treinador como um sinal de que pode haver saída para o Flamengo. Também existe, por outro lado, uma ala otimista, apostando que no final de semana haverá fim de novela com informe de permanência.

O lado otimista é maior e usa dois elementos para sustentar sua visão. A menção de Renato ao presidente Romildo Bolzan Jr., com quem o treinador disse ter conversado, e a postura de tranquilidade do dirigente nos últimos dias.

"Não chegou nada para nós. Nem do Renato, nem do Gerson Oldenburg, que é procurador dele. Acho que ele está aqui, com a cabeça aqui. Acho que ele continua.

Vou dizer que ele fica. Mas ele não nos passou nada, não falou nada", disse Duda Kroeff, vice de futebol do Grêmio. "O Renato não nos dá nenhum sinal de que vai deixar o Grêmio", completou.

Já o grupo pessimista tomou a mensagem de Renato como uma brecha para ouvir a oferta do Flamengo. Entretanto, ainda nesta ala, existe um fio de esperança na permanência pelo ambiente.

Renato virou o ano valorizado, com aumento e influência na formação do elenco. O treinador ajudou na contratação, permanência de jogadores e até definição de quem iria sair. Além disso, o comandante é o centro de um ambiente de confiança e tranquilidade.

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