18 de abril de 2024
Produção agrícola

Especialista alerta para manutenção das colheitadeiras, mesmo com atraso no ciclo

A estiagem devido ao El Niño impactou o ciclo de produção de grãos nesta safra, mas o produtor que não se planejar na manutenção das máquinas, corre risco de perda de qualidade e prejuízos
Produtor que não tiver capacidade de colheita corre um grande risco de perda de qualidade. Foto: Reprodução
Produtor que não tiver capacidade de colheita corre um grande risco de perda de qualidade. Foto: Reprodução

Com o impacto de fenômenos climáticos como o El Niño, que em 2023 provocou estiagem e altas temperaturas em Goiás, houve atraso no plantio e, consequentemente, queda na expectativa de produção de grãos. Apesar disso, especialistas alertam a importância do planejamento no ciclo da colheita, com manutenção das máquinas agrícolas e dos sistemas de irrigação para minimizar os danos na qualidade da safra.

De acordo com o técnico em mecânica e instrutor do Grupo Pivot, Jonathan Costa, mesmo com a expectativa de atraso na colheita, em virtude do ciclo irregular de chuvas, o produtor já precisa se preocupar com a colheitadeira, seja para revisão de manutenção ou para busca de um novo equipamento. Segundo o técnico, algumas questões, como a maturação não uniforme dos grãos, podem trazer prejuízo sem o maquinário adequado para auxiliar.

“Esses ciclos irregulares de chuva acabam atrapalhando a janela da colheita, podendo ocorrer, no caso da soja por exemplo, a maturação do grão de forma não uniforme. Sendo assim, o produtor que não tiver capacidade de colheita corre um grande risco de perda de qualidade, e consequentemente prejuízo”, afirma Jonathan. 

Orientações

O especialista chama atenção, principalmente, para as revisões técnicas necessárias e também dá dicas para aumentar a vida útil dos equipamentos. “Manter o programa de revisões em dia, não só assegura uma vida útil extensa do equipamento, como também garante a alta performance na colheita. Outra dica é sempre manter a máquina limpa após as operações diárias e também nos períodos de entressafra”, afirma o técnico.

Para quem pensa em investir em novos maquinários de colheita, Jonathan recomenda que seja feita um análise criteriosa sobre o tipo de colheitadeira que trará melhor custo-benefício, levando em conta o tipo de relevo da área de plantio e até mesmo a textura do solo. Segundo ele, alguns detalhes são muito importantes na hora da escolha. “Muitas vezes a maior máquina não é necessariamente a melhor opção, pois o cliente deve levar em consideração aspectos como relevo de área, tipo do solo, manobra na propriedade, peso de máquina, tamanho de plataforma, desnível de terreno, se o mesmo possui curva de nível ou não”, exemplifica.

Pensando já na colheita desta safra, Jonathan destaca que as colheitadeiras mais modernas do mercado já contam com configurações que atendem diversos tipos de cultivos. Além disso, consideram também as variadas condições ambientais, garantindo menor dano possível de equipamentos e peças, assegurando também baixíssimos índices de impureza e máxima produtividade.


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Luana Cardoso

Luana

Estagiária de Jornalismo do convênio entre a UFG e o Diário de Goiás.