21 de fevereiro de 2024
MUDANÇA POSITIVA

Escolas municipais devem substituir sirenes por sinais sonoros adequados para alunos autistas

Objetivo do projeto é criar um espaço confortável para as pessoas com Transtorno do Espectro Autista
Texto é de autoria do vereador Willian Veloso (PL), também é presidente da Comissão de Pessoas com Deficiência da Câmara. (Foto: Jackson Rodrigues)
Texto é de autoria do vereador Willian Veloso (PL), também é presidente da Comissão de Pessoas com Deficiência da Câmara. (Foto: Jackson Rodrigues)

As escolas da rede municipal de Goiânia serão obrigadas a substituir as tradicionais sirenes que anunciam o início e fim do horário de aulas por sinais sonoros adequados para alunos com Transtorno do Espectro Autista, conforme aprovado na Câmara Municipal. O texto, de autoria do vereador Willian Veloso (PL), que também é presidente da Comissão de Pessoas com Deficiência da Casa, passou por duas votações e agora segue para sanção no Executivo.

Segundo o vereador, os estudos estimam que entre 56% e 80% das pessoas com Transtorno do Espectro Autista apresentam hipersensibilidade, sentindo com maior intensidade o som, por exemplo. Portanto, o parlamentar justifica que o que poderia ser considerada uma sensação tolerável para pessoas neurotípicas, aquelas sem nenhum transtorno em desenvolvimento, pode ser considerado aversivo para uma pessoa autista, “a ponto de gerar angústias e sofrimentos incapacitantes”.

O objetivo do projeto, de acordo com o relator, é criar um espaço seguro e confortável para as pessoas com Transtorno do Espectro Autista, para que “sintam prazer em ir para a escola e interagir com os demais alunos”.

Apesar de ser uma mudança relativamente simples, Veloso avalia que será importante e eficaz, afirmando que é necessário que nenhum incomodo seja gerado a esse grupo de crianças que “necessitam frequentar os estabelecimentos de ensino de forma mais agradável e saudável possível”.

“Em virtude disso, é de extrema importância que haja essa mudança simples, porém de grande eficácia, com intuito de não gerar mais nenhum incômodo a esse grupo de crianças que necessitam frequentar os estabelecimentos de ensino de forma mais agradável e saudável possível”, diz.


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Maria Paula

Jornalista formada pela PUC-GO em 2022 e MBA em Marketing pela USP.