16 de julho de 2026
RELATÓRIO

Equipe pede apoio à PF para rastrear caminho de equipamentos de raio-x encontrado em Anápolis

Grupo de trabalho também articulam criação de um Plano de Contingência Conjunto, voltado ao enfrentamento de possíveis emergências e crises biológicas, químicas, radiológicas e nucleares
Equipamentos de raio-x passam por investigação. (Foto: Paulo de Tarso)
Equipamentos de raio-x passam por investigação. (Foto: Paulo de Tarso)

Cinco dias após quatro equipamentos de raio-x, possivelmente da década de 1960, serem encontrados em um ferro velho de Anápolis, uma equipe especializada do Exército em Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN), além da Força Aérea Brasileira (FAB), Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária se reuniram na sede do órgão municipal na quarta-feira (24).

Durante o encontro, profissionais analisaram os manuais de segurança e colheram informações básicas da carga para elaborarem um relatório. O documento deverá ser encaminhado à Polícia Federal, na tentativa de rastrear o caminho dos materiais até chegar ao ferro velho da cidade.

Diante do fato ocorrido no município, os envolvidos articularam a criação de um Plano de Contingência Conjunto – voltado ao enfrentamento de possíveis emergências e crises biológicas, químicas, radiológicas e nucleares.

“Após a análise dos materiais identificamos a necessidade da criação de um protocolo caso surjam situações como essa. Anápolis será pioneira na criação de um protocolo dessa natureza. A medida busca garantir maior segurança à população, estabelecendo ações preventivas e orientações para situações que exijam descontaminação, isolamento de áreas e outras medidas de contenção”, afirma o diretor de Vigilância em Saúde, Daniel Soares.

O plano tem como objetivo integrar as forças militares e os órgãos de saúde do município, promovendo treinamentos e definindo procedimentos para resposta rápida em casos de emergência.

Sobre o caso

Na última quinta-feira (18), a Prefeitura de Anápolis recebeu uma denúncia anônima sobre um material com possível risco radioativo em um ferro-velho. O local recebeu equipes da Vigilância Sanitária, do Corpo de Bombeiros e da Subsecretaria Municipal de Meio Ambiente, que isolaram a área para analisar as quatro caixas, possivelmente da década de 1960, com aparelhos de raio x.

Uma equipe da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) foi imediatamente acionada e realizou a medição dos materiais no local. Após a análise, foi confirmado que não foram detectados sinais de radiação. Os equipamentos foram recolhidos e seguem isolados em uma área restrita da sede da Vigilância Sanitária de Anápolis.


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