O Ranking dos Estados com melhor qualidade no fornecimento de energia elétrica, divulgado no âmbito do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, revela um retrato detalhado das desigualdades regionais na infraestrutura elétrica do país e acende um alerta importante para Goiás, que ocupa a 24ª posição, com pontuação 1,18, figurando entre os estados com pior desempenho na continuidade do fornecimento de energia elétrica no Brasil.
O resultado coloca o Estado à frente apenas de Amapá (25º), Alagoas (26º) e Roraima (27º), este último com o pior índice do país, atingindo 3,15. A posição de Goiás indica que os consumidores goianos enfrentam interrupções mais frequentes e de maior duração em comparação à maior parte do território nacional.
O indicador utilizado é o DGC – Desempenho Global de Continuidade, calculado a partir da média das razões entre os valores apurados e os limites anuais dos indicadores DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora).
Na prática, o índice mede quantas vezes a energia cai e por quanto tempo, comparando o desempenho real das distribuidoras com os limites estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Quanto menor o DGC, melhor a qualidade do serviço prestado.
Contraste com estados líderes
Na outra ponta do ranking, os estados com melhor desempenho mostram que é possível alcançar altos níveis de qualidade no serviço. Acre lidera o levantamento, com DGC de 0,40, seguido por Paraíba e Rondônia, ambos com 0,62, e Rio Grande do Norte, com 0,63. Esses estados apresentam menor número de interrupções e menor duração das quedas de energia, superando inclusive unidades federativas com economias mais robustas.
O contraste evidencia que a qualidade da energia elétrica não está diretamente ligada apenas ao tamanho da economia, mas também à eficiência da gestão das distribuidoras, aos investimentos em manutenção, modernização da rede, planejamento e resposta rápida a falhas.
Desigualdade regional no fornecimento
O mapa do ranking evidencia uma heterogeneidade significativa entre as regiões brasileiras. Estados do Norte e Nordeste aparecem tanto entre os melhores quanto entre os piores colocados, reforçando que o fator determinante não é apenas geográfico, mas estrutural e regulatório. No Centro-Oeste, enquanto Mato Grosso (8º) apresenta desempenho relativamente positivo, Goiás e Mato Grosso do Sul (12º) enfrentam desafios distintos na qualidade da rede.
Metodologia e fonte
O indicador de qualidade do fornecimento integra o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), com base em dados oficiais da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O estudo considera exclusivamente o Desempenho Global de Continuidade (DGC), utilizando como referência os limites regulatórios de DEC e FEC definidos pela agência.
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