20 de maio de 2024
Política

Emendas parlamentares só para caiadistas gera polêmica

O governador Ronaldo Caiado (DEM), se reuniu nesta segunda-feira (5), com 18 deputados da base aliada, e anunciou que vai pagar apenas 35% do valor das emendas parlamentares do Orçamento Impositivo em 2019, excluindo a bancada de deputados da oposição. O assunto movimentou os bastidores da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

Segundo alguns deputados, o presidente da Casa, Lissauer Vieira (PSB), não vai aceitar a exclusão de qualquer deputado, seja de oposição ou situação.

De acordo com esses deputados, Lissauer também teria se posicionado a favor do pagamento integral das emendas, sem fatiamento. Pois, não caberia ao governo discutir se pagará A ou B e fatiar as emendas: é lei aprovada pela Assembleia e o Executivo é obrigado a fazer o pagamento, sob pena de descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal

O deputado HumbertoTeófilo repreende a posição do presidente da Casa. “Se ele falou isso, ele foi muito ruim em suas palavras, porque os deputados da base é aqueles que ajudam o governo, porque a oposição quer tumultuar, quanto pior melhor. Então, eu acredito que os deputados da base que tem esse discernimento”, salienta.

“Agora o presidente da Casa tem que decidir se ele é base ou oposição, o que não pode é ficar em cima do muro”, acrescenta Teófilo.

Atendimento aos deputados

O governador promoveu a reunião com intuito de esclarecer pontos divergentes e debater o início do segundo semestre legislativo. Caiado vai atender todas as segundas pela manhã todos os deputados.

O deputado estadual delegado Humberto Teófilo (PSL), afirmou que: “Acredito que com essa reunião cada um pode expressar alguns pontos de insatisfações. O deputado tem que decidir se ele é base ou se ele é oposição. Porque nós temos algumas votações que tem deputado que fala que é base e chega lá e vota contra”, explica.

Para Teófilo, os deputados tem a missão de recuperar o Estado. “Isso é mais importante, então, o governador vai atender toda segunda-feira, ou seja, vai escutar as reivindicações de cada um para que possamos avançar de forma tranquila. Tivemos situações um pouco tumultuadas, mas nós temos que conversar antes e discutir o projeto e a gente votar com tranquilidade”, aponta.


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