23 de junho de 2024
Mundo

Em jantar na embaixada do Brasil nos Estados Unidos, Bolsonaro fala sobre revolução, elogia Olavo e ataca esquerda

(Foto: Alan Santos)
(Foto: Alan Santos)

O presidente da República, Jair Bolsonaro aproveitou a noite do domingo (17/03) para jantar com conservadores, jornalistas, intelectuais e pessoas do meio político de Washington. Nas redes sociais, o encontro está sendo chamado de “Santa Ceia da Direita”. Isso porquê, além do presidente e de outros sete ministros, teve presença figuras importantes para a Direita Internacional, como Steve Bannon, taxado como um dos responsáveis pelo avanço da direita alternativa no mundo e figura importante na eleição do presidente norte-americano Donald Trump e Olavo de Carvalho, astrólogo e auto-proclamado filósofo em quem Jair Bolsonaro já tem se apoiado há algum tempo. O jantar fez parte da programação em sua primeira visita oficial aos Estados Unidos.

Em discurso de 4 minutos, publicado na íntegra por Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Jair Bolsonaro ataca a esquerda chamando-a de “ideologia nefasta”, diz que está sentindo-se em casa devido a recepção norte-americana e elogiou Olavo de Carvalho, guru intelectual do seu governo. “Ele é um inspirador de muitos jovens no Brasil. Em grande parte devemos a ele a revolução que estamos vivendo”.

Jair Bolsonaro deu a entender que não será possível construir coisas novas para o povo. Na realidade, o contrário será mais visto ao longo dos próximos anos. “Temos de desconstruir muita coisa. Desfazer muita coisa”, acentuou. “O nosso Brasil caminhava para o socialismo, para o comunismo”. Apelou para sua vertente cristã e agradeceu a “vontade de Deus” por ter lhe concedido essa missão. “Eu tenho certeza que ele sempre estará ao nosso lado”. Concluiu dizendo que a sua vontade é de fazer um Brasil “grande”. “Assim como o [Donald] Trump quer um Estados Unidos grande”

Veja o discurso na integra:

 


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Domingos Ketelbey

Jornalista e editor do Diário de Goiás. Escreve sobre tudo e também sobre mobilidade urbana, cultura e política. Apaixonado por jornalismo literário, cafés e conversas de botequim.